“Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. O existir é um perpétuo mudar, um estar constantemente sendo e não-sendo, um devir perfeito; um constante fluir...

Se gosta seja amigo :) Namasté!

21 de dezembro de 2010

Marte, o meu momento, e Boas Festas


(Este é um post muito pessoal. Contudo, senti necessidade de registar este momento.)

Parabéns ao meu Marte ;)

A partir de hoje e até dia 9 de Janeiro, Marte estará na exacta posição que estava quando nasci. Marte em conjunção com Marte natal...a transitar pela minha casa IV (Capricórnio).

M
arte representa a energia que colocamos em tudo e a força que usamos para abrir os nossos próprios caminhos. A sua posição no nosso mapa Mapa indica o sector da vida onde essa força mais se evidenciará, será por assim dizer o "campo de batalha", no sentido que teremos de lutar e enfrentar grandes desafios que exigirão coragem. Como em qualquer batalha, esperam-se ferimentos mas também conquistas.
Marte é o regente do signo Carneiro, na Mitologia, é o Deus da guerra... mesmo não podendo vencer em todas as situações, não devemos perder de vista o Herói e o Guerreiro que existe dentro de cada um de nós.

É sem dúvida altura de decisões, de limpeza, de enfrentar fantasmas e resolver de uma vez por todas um dos meus nós kármicos. Com Mercúrio a transitar também na casa IV há uma necessidade crescente de silêncio, de recolhimento...impõe-se uma questão: que coisas poderiam ou deveriam ser mudadas dentro de casa? Sendo esta casa a casa da Família e do lar...mas também a "nossa"casa.

Esta é uma fase crucial de crescimento e aprendizagem...mas também de aplicação do que foi apreendido entretanto, com experiências passadas. Há um grande apelo á mudança e reestruturação - inevitáveis - a acontecer neste sector, mas também um aviso para que se tenha alguma contenção e cuidado. Não vai ser fácil ... para atingir os objectivos traçados há que caminhar o caminho das pedras novamente, desta vez com uma consciência e presença diferentes.
As mudanças não acontecem de um momento para o outro, são processos que demoram o seu tempo, e há que reconhecer os seus vários estágios de forma a que o risco sempre envolvido seja minimizado...ou pelo menos esperado. Para transpôr os abismos necessitamos de construir pontes, e para as construirmos precisamos de ter recursos - matéria prima. Os obstáculos, se saltados, nunca serão removidos...continuarão a existir e mais tarde ou mais cedo ressurgirão no nosso caminho exigindo uma solução.
A consciência traz responsabilidade. Crescer é isso mesmo. É tornar-mo-nos conscientes e responsáveis do e pelo nosso caminho. É aprendermos a conhecer de onde vimos, reconhecer onde estamos e sabermos para onde queremos ir, e como poderemos ir; olharmos-nos ao espelho e conhecermos tão bem a nossa luz como as nossas sombras.
Não há rede de segurança. Não há colo. Olhos vendados pois tudo o que necessitamos ver está dentro de nós. O silêncio impõe-se, pois a voz que necessitamos de ouvir é a do nosso coração.
Dar o passo exige a coragem e a fé de quem não sabe, mas sente...e acredita!

OSHO - Orientação (carta 70)
Você sente necessidade de procurar orientação, porque não sabe que o seu guia interior está escondido dentro de você. É necessário encontrar esse guia interior, que eu chamo de "a sua testemunha". Chamo também de "o seu dharma", seu buda intrínseco. É preciso acordar esse buda, e a sua vida será banhada de bênçãos, de graças. Sua vida tornar-se-á radiante de bem, de divindade, muito mais do que você seria capaz de imaginar. É quase como luz. Se o seu quarto está escuro, basta trazer luz. Até uma pequena vela servirá: toda a escuridão desaparece. Tendo uma vela, você saberá onde fica a porta. Não precisará pensar: "Onde está a porta?". Só quem é cego pergunta onde está a porta. Gente que tem olhos e dispõe de luz nem pensa nisso. Alguma vez você já se perguntou onde fica a porta...!? Você simplesmente levanta e sai. Não dedica um pensamento sequer a semelhante questão. Nem começa a tatear procurando a porta, ou a bater a cabeça contra a parede. Você simplesmente vê, e não existe nem mesmo um lampejo de pensamento: você simplesmente sai.

Osho God is Dead: Now Zen is the Only Living Truth Chapter 7

Comentário:

A figura angelical que aparece nesta carta, com asas coloridas como o arco-íris, representa o guia que cada um de nós traz dentro de si. Como acontece com a segunda figura, no plano de fundo, algumas vezes nós podemos relutar em confiar nesse guia quando ele se manifesta, porque estamos acostumados a receber nossos "sinais" mais do mundo exterior do que de dentro de nós mesmos.
A verdade do seu próprio ser mais profundo está tentando mostrar-lhe o caminho a seguir neste exacto momento, e, quando esta carta aparece, significa que você pode confiar na orientação interior que lhe está sendo dada. Esta orientação vem por meio de sussurros, e algumas vezes podemos hesitar, sem saber se compreendemos correctamente. As indicações, porém, são claras: seguindo o seu guia interior você se sentirá mais pleno, mais integrado, como se estivesse se movimentando a partir do centro do seu próprio ser. Se você a acompanhar, essa célula de luz o conduzirá exactamente para onde você precisa ir.

Tudo dito. Caros amigos e leitores, desejo a todos que esta época seja vivida como devem ser vividos todos os dias das nossas vidas, plenos de amor, felicidade, luz e paz!



17 de dezembro de 2010

Natal...?


Este é um post sobre Natal. Não é socialmente correcto nem o habitual blablabla da época. Peço imensa desculpa mas não posso ir contra a minha natureza...Algumas das imagens utilizadas são chocantes. Já todos as conhecemos...e se o Natal é a época por excelência da "bondade" a verdade é que também é uma época em que pura e simplesmente as esquecemos.
Certa ou errada, a minha felicidade nunca será completa enquanto existirem crianças e animais a sofrer neste mundo...sim, celebro o Natal em reunião familiar. Sim compro presentes para as crianças. Participo. Mas esta é uma época em que a hipocrisia é tanta, que eu fico doente.

Oiço dizer que é Natal.
Há luzes nas montras pejadas de artigos que gritam para ser comprados.
Há uma azáfama nas ruas, nos centros,
pessoas de caras fechadas contrastando com crianças encantadas...
Parece um filme a que assisto, ano após ano...
É o Música no Coração dos nossos dias...repetido vezes sem conta.
Natal...já o vivi intensamente quando era criança.
Hoje, vivo-o através dos olhos de duas crianças...
e esforço-me para que elas sintam realmente o espírito de Natal, vulgo compaixão, todos os dias do ano e não só na época a que chamam Natal.
Oiço vezes sem conta..."Natal é todos os dias" e "Natal é quando um homem quer" ...
Que pena que não queiram todos os dias.
Que pena que alguns calendários se resumam a estes 15 parcos dias...
Falam-me do Natal...e eu olho em meu redor, para o Mundo que me acolheu nesta jornada. E não vejo o Natal. Se não o vejo nos outros dias, como posso vê-lo agora?
Pergunto-me se é Natal para as crianças com fome, maltratadas, negligenciadas, sem familia nem amor. E será Natal para os idosos descartados em camas de Hospitais lotados, esquecidos e condenados? É Natal para os que dormem em caixas de cartão...? E para os animais abandonados nas ruas geladas? E para os animais largados em canis municipais, que apenas receberão a morte como presente através de uma injecção? E para o planeta, doente, explorado, esburacado, consumido até á exaustão...também é Natal?
É Natal, dizem. Mas para quem o sente e pratica diariamente...mais parece um circo...uma montra, fachada de vaidades e desperdícios.

O Natal é uma época de redenção... a derradeira desresponsabilização de cada um pelo que não fez, disse, ou sentiu durante o ano inteiro. É a redenção...socialmente correcta e bem vista.

O Natal por aqui é das crianças. Que já sabem que o Pai Natal só pode trazer uma prenda para cada uma pois há muitas crianças no Planeta. Também já sabem que os pais só dão segundo as suas possibilidades pois já conhecem o valor do dinheiro e o quanto custa a ganhar. Mais que isso, sabem que há muitas crianças que não podem ter um brinquedo, por isso, para receberem sabem que têm de partilhar o que têm com quem não tem. O espírito de Natal é uma aprendizagem e prática diárias...e não sazonais. No fundo é a tão famigerada compaixão que é esquecida todo o ano para ser hasteada como uma bandeira num único dia...desculpem, hipocrisia...
Cabe-nos a nós darmos ás nossas crianças as ferramentas que lhes permitam poder dizer com toda a verdade que Natal é todos os dias.
Nesse dia, quando for Natal todos os dias, talvez esta quadra volte a fazer sentido...pelo menos para mim.
Já agora...viva o consumismo desenfreado...vejam onde e a que custo são fabricados os tão procurados iphones, Ipads, smartphones, consolas de jogos, tinteiros, portáteis, etc etc...bora visitar a fábrica ...

16 de dezembro de 2010

Entrevista a Astrid Annabelle no Cova do Urso


Hoje é um dia mágico!
A Astrid Annabelle vai estar no Cova-do Urso!
Uma entrevista única, imperdível!

Venham comigo!


Astrid, um Dragão especial para ti...
Colorido, simpático, sorridente e inocente...
é o meu presente para a tua criança interior!




13 de dezembro de 2010

Tarot Osho Zen: 49. Amistosidade

Primeiro dedique-se à meditação, atinja a bem-aventurança, e então muito amor se manifestará de maneira espontânea. Nessa condição, é belo estar com os outros e belo também é estar sozinho. É simples também. Você não depende dos outros e também não torna os outros dependentes de você. O que existe é sempre amizade, amistosidade. A coisa nunca se transforma numa relação; continua sendo uma afinidade.

Você convive, mas não cria um casamento. O casamento nasce do medo, a afinidade nasce do amor.
Você estabelece um relacionamento; enquanto as coisas andarem bem, você compartilha. Se você percebe que é chegado o momento de partir porque os caminhos se separam numa encruzilhada, você diz adeus com uma enorme gratidão por tudo que o outro foi para você, por todas as alegrias, todos os prazeres, e por todos os belos momentos compartilhados juntos. Sem nenhum sofrimento, sem nenhuma dor, você simplesmente se afasta.

Osho The White Lotus Chapter 10

Comentário:

Os ramos destas duas árvores floridas estão entrelaçados, e as suas pétalas caídas misturam-se no chão, com suas belas cores. É como se o céu e a terra estivessem interligados pelo amor. As árvores se erguem individualmente, cada qual enraizadas no solo, em sua própria conexão com a terra. Desse ponto de vista, simbolizam a essência dos verdadeiros amigos, maduros, cooperativos entre si, espontâneos. Não existe nenhuma ansiedade na ligação entre eles, nenhuma carência, nenhuma vontade de transformar o outro em alguma coisa diferente.
Esta carta indica uma prontidão para entrar nesta qualidade de amistosidade. Ao fazê-lo, você poderá notar que não está mais interessado nos diferentes tipos de dramas e romances em que as outras pessoas estão empenhadas. Não se trata de uma perda. É o surgimento de uma disposição de espírito mais elevada, mais carregada de amor, nascida de uma sensação de vivenciamento pleno. É o surgimento de um amor verdadeiramente incondicional, sem expectativas ou exigências.

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Há muito que mudei...mas cometi um erro. É um erro comum. O Ego interfere quantas vezes sem nos apercebermos, veiculando-nos á energia antiga, e assim transmitindo uma imagem completamente distorcida de quem somos realmente naquela altura da nossa vida.
A verdade é que todos mudamos. Crescemos. Aprendemos. Corrigimos. Descobrimos e reinventamos. Mas por vezes é tudo tão rápido que há uma parte de nós que não se apercebe, que se prende desesperadamente á imagem confortável daquilo que já fomos mas já não somos...porquê? Porque é algo que o nosso Ego conhece, e é algo que o ajuda a dominar-nos e a escravizar-nos sem nós darmos conta...sob a capa do agradável, do prazer, dos sentimentos que nos fazem sentir bem, um gelado, um chocolate, etc.
Quando mudamos devemos esperar a prova. Se não passamos, é porque não estamos preparados, se não estamos preparados e fizermos batota, na prova seguinte a queda será maior...e a dor também.
Estudar.
É a única solução. Estudar-nos a nós mesmos. Estudarmos os ciclos que se repetem, identificar os padrões...reconhecer o que nos é pedido.
Não significa que a mudança não tenha ocorrido efectivamente. Mas há que cimentá-la. Há que estruturá-la. E sim...há que dar provas de que a lição foi de facto aprendida e que estamos prontos para novos desafios.
Enquanto isso não acontecer...chumbamos. E repetimos. Chumbamos. E repetimos. Interminavelmente até ao dia em que passamos! Sim. Esse dia chega. Para todos. Para todas as situações.
Perguntar "que mal fiz eu?" , "porque é que isto me está sempre a acontecer", "só comigo!" em tom de desalento e pieguice é exactamente a mesma coisa que o nosso filho que tinha um teste, surpresa ou marcado, chegar a casa com um chumbo porque não estudou a matéria que tinha dado nas aulas ou que fazia parte do programa. "Mas a culpa não é dele...é do professor, é da matéria, é do sistema, é do tempo, etc etc" Não a culpa não é dele. Não há motivos para culpa - cá está uma palavra que abomino... Mas a responsabilidade é só dele. Ele tinha a matéria. Sabia que a qualquer momento podia ser alvo de um teste. Não estava preparado. Chumbou. Lógico, não?

Na escola da vida é a mesma coisa. E não há uma única única situação que eu tenha criticado, comentado ou julgado, que mais tarde ou mais cedo não me aconteça...pelos vistos, fica tudo apontado, por isso é altura de passar este teste, e seguir em frente...porque já estou cansada de chumbar e já estou fartinha de repetir a matéria!

3 de dezembro de 2010

Energia, Matéria, Terapias Vibracionais e Energéticas

Clique na imagem e siga a energia...Bom fim de semana!

2 de dezembro de 2010

Blogagem Colectiva - Minha Ideia é meu Pincel





Antonio Poteiro - Bumba Meu Boi

Este é o último texto para a Blogagem Colectiva do Café com Bolo da Glorinha

Este quadro leva-me numa viagem à aldeia da minha mãe e à minha infância. Nessa altura a festa da aldeia eram oito dias de bailes, romarias e todos usavam as suas melhores roupas (as chamadas roupas de Domingo). As mesas ficavam postas de dia para a dia, cheias de bolos, iguarias, pão caseiro, carnes variadas. As portas ficavam abertas e todos visitavam todos os restantes, numa partilha e constante troca de bens da terra...nós, crianças, corríamos pela aldeia em festa, empanturrados de doces e de sorrisos rasgados...os vestidos brancos e as meias de renda até ao joelho acabavam sempre por ficar da cor da alegria que se quer agitada e irrequieta; os calções e camisas em miniatura...esses ninguém os reconheceria ao fim do dia...enquanto isso os homens juntavam-se a beber um copo de vinho e em amena cavaqueira, e as mulheres punham a conversa em dia à volta dos alguidares onde migavam as couves para a sopa, ou amassavam a massa para mais uma fornada de bolos e pão.
O que mais me ficou dessa altura além do colorido...os cheiros...são cheiros que não se sentem noutros sítios, idades, ou ocasiões. São os aromas únicos das aldeias beirãs em festa...daqueles tempos.

25 de novembro de 2010

Blogagem Colectiva - Minha Ideia é Meu Pincel

Frida Kahlo - Auto Retrato - 25/11 - Blogagem colectiva do Café com Bolo da Glorinha

"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

'
'Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida'' (última entrada no seu Diário)

Muito haveria para dizer sobre esta Mulher...tanto que não encontro espaço suficiente nas palavras. Por vezes o silêncio diz mais.
Talvez porque Frida foi a MULHER que me ensinou a olhar a arte para além dela própria. Por não gostar dos seus quadros pelas técnicas, cores ou estilo...mas sim pelas emoções fortíssimas e simbolismo que carregam e transmitem a quem quiser olhar com o coração. Foi assim que conheci Frida...o desconforto que o seu pincel me causou levou-me a descobrir a mulher que o segurava. Levou-me a trilhar um pouco do seu caminho, a entender a sua dor, a partilhar o seu olhar e a reconhecer a sua dualidade.

A ti Frida, o meu silêncio repleto de empatia...

Um excelente artigo/estudo sobre Frida












18 de novembro de 2010

Blogagem Colectiva - Minha Ideia é Meu Pincel



Edgar Degas - Les Danseuses Bleues Blogagem colectiva do Café com Bolo da Glorinha

O azul devia acalmar-me. Gostava de viver no azul suave...ou no azul indígo. Ou em qualquer uma das outras tonalidades de azul. O azul esverdeado do mar...ou o azul turquesa dos olhos de um gato siamês...
Sempre gostei do azul. Tive uma camisola de gola-alta azul petróleo, intenso e forte que adorava...o azul trasporta-me para o mar e para o céu...daí até ao infinito...
Mas hoje, nem o azul, nem as suaves bailarinas em movimento gracioso conseguem acalmar-me a alma e aquecer-me o coração.
Sei que ainda não estou pronta e que me falta ainda um longo caminho para o estar. Ainda me é muito fácil sentir revolta e dor e ser arrastada para os dramas desta realidade que não o é, que eu sei que não o é, e mesmo assim...que vivo tão intensamente. Consola-me o facto de, pelo menos, poder vir a ser considerada como uma grande actriz, uma estrela ao estilo Hollywood e ganhar um Óscar do Universo numa qualquer apresentação estelar e galáctica algures numa reunião das partículas de luz, por tal desempenho aqui neste palco terrestre...
Hoje estou assim. Sinto-me revoltada e impotente, frustrada. Não sou ainda assim tão desapegada para conseguir passar ao lado de determinados actos como simples observadora, ou centrada o suficiente para reconhecer que não devo julgar para não ser julgada...sei lá eu o que já fiz noutras vidas para criticar ou julgar seja o que for...
E mesmo assim...
Sinto saudades da minha espada, não dos meus sapatos de pontas, gostava de ter o meu escudo que não trocaria pelo vestido de tule...e hoje é a luz do fogo da guerreira que arde dentro de mim, não a chama azul etérea do equilíbrio de uma bailarina.
E pergunto-me...quando crescerei o suficiente para deixar de sentir a dor alheia como se fosse minha? Para deixar de ficar cega pelas lágrimas e muda pelo nó na garganta quando vejo, leio ou fico a saber de uma injustiça, de uma atrocidade, de um acto cruel contra a vida?
Porque eu sei que a situação que me levou a ficar assim vai servir para que se levante o véu e exponham práticas que serão condenadas, legisladas, e acredito que abolidas (ver aqui).
O que me doí cá dentro é a questão porquê e como é possível...e para essas nunca encontrarei resposta. Sim, cada um de nós está cá para caminhar o seu trilho e aprender as suas lições, sim eu sei que isto é um filme...
Quantas vezes mais terei que cá vir para aprender? Porque não me parece que o consiga nesta vida...faz-me mal ser assim. E contudo...não sei ser de outra maneira.

Que me desculpe a bailarina azul que há em mim...mas hoje só há espaço para a guerreira vermelha.


Por curiosidade AQUI podem ouvir várias peças (bem pequenas) de radio sobre o tema, onde é gritante a contradição de declarações dos vários envolvidos...

12 de novembro de 2010

1000 Posts COVA DO URSO



PARABÉNS E OBRIGADA ANTÓNIO!!!


11 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva - Minha Ideia é Meu Pincel

The Watterfall - Georgia O'Keefe - Blogagem colectiva 11/11/2010 Café com Bolo da Glorinha

Nesta tela vi a Mãe...vi a origem da vida, fértil! Vi a cascata que jorra a água fonte de tudo o que existe...vi mais além, vi um lírio intocado...vi o coração de uma orquídea alva como a neve...vi a vulva pulsante de onde todos nascemos, do aconchego das entranhas quentes e escuras para a luz crua de um Mundo novo que nos cegou ao primeiro instante e depois fascinou, irremediavelmente...e senti...senti mais além...e viajei...viajei mais além... nas suas águas puras e imaculadas até um dos Homens que mais me marcou e que eu nunca conheci, pelo menos aqui...

Esta tela levou-me até Miguel Torga...que eu descobri em menina, que eu conheci, quem sabe, outrora...

Devo à paisagem as poucas alegrias que tive no mundo. Os homens só me deram tristezas. Ou eu nunca os entendi, ou eles nunca me entenderam. Até os mais próximos, os mais amigos, me cravaram na hora própria um espinho envenenado no coração. A terra, com os seus vestidos e as suas pregas, essa foi sempre generosa. É claro que nunca um panorama me interessou como gargarejo. É mesmo um favor que peço ao destino: que me poupe à degradação das habituais paneladas de prosa, a descrever de cor caminhos e florestas. As dobras, e as cores do chão onde firmo os pés, foram sempre no meu espírito coisas sagradas e íntimas como o amor. Falar duma encosta coberta de neve sem ter a alma branca também, retratar uma folha sem tremer como ela, olhar um abismo sem fundura nos olhos, é para mim o mesmo que gostar sem língua, ou cantar sem voz. Vivo a natureza integrado nela. De tal modo, que chego a sentir-me, em certas ocasiões, pedra, orvalho, flor ou nevoeiro. Nenhum outro espectáculo me dá semelhante plenitude e cria no meu espírito um sentido tão acabado do perfeito e do eterno. Bem sei que há gente que encontra o mesmo universo no jogo dum músculo ou na linha dum perfil. Lá está o exemplo de Miguel Angelo a demonstrá-lo. Mas eu, não. Eu declaro aqui a estas fundas e agrestes rugas de Portugal que nunca vi nada mais puro, mais gracioso, mais belo, do que um tufo de relva que fui encontrar um dia no alto das penedias da Calcedónia, no Gerez. Roma, Paris, Florença, Beethoven, Cervantes, Shakespeare... Palavra, que não troco por tudo isso o rasgão mais humilde da tua estamenha, Mãe!

Miguel Torga, in "Diário (1942)"


9 de novembro de 2010

FALCÃO - Animal de Poder

8 de novembro de 2010

Selo DARDOS




Obrigada António!

"O Prémio Dardos é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc... que em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, e suas palavras."

As regras são estas:
- Exibir a imagem do selo no blog
- Exibir o link do blog que você recebeu a indicação
- Escolher 10, 15 ou 30 blogs para dar a indicação e avisá-los.

Aqui ficam os meus "nomeados"...são todos os blogs que constam no meu blogroll e que eu sigo! (no dia em que eu seguir as regras á risca...alguma coisa muito estranha terá acontecido!)Por todas as razões possíveis e imagináveis! Vocês todos fazem da internet uma verdadeira rede de energia positiva e vibrante!

Destaco:

DESPERTAR

A dinamica do invisivel

BANDARRAVET

Café com Bolo

Casa Claridade

Isa Grou

Locais Sagrados

O Portal Mágico

Luz da Alma









4 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva - Minha Ideia é Meu Pincel

The Rose Garden - Paul Klee (Blogagem colectiva do Café com Bolo da Glorinha)

Quem chegasse agora aqui, onde eu estou, pensaria que era Primavera...o céu de um azul intenso, sem nuvens, as borboletas que namoriscavam aqui e ali, as flores viçosas...bandos de melros saltitando em busca de alimento...estava no topo do mundo...
Mas não. Não é Primavera. Estamos em Novembro. E Novembro, aqui, deste lado do Mundo, é Outono.
O topo do mundo fica nas traseiras da minha casa. Há muito que resolvi chamar assim a este semi-jardim, cheio de vida, onde lagartixas, libelinhas, caracóis, melros, formigas, pardais...e todos os outros minúsculos seres da criação diariamente atravessam o meu caminho ora dizendo - "cuidado não me pises!" - ora atirando um "olá" envergonhado ou um "és grande tu!" apressado.
É onde a minha cadela pode ainda correr solta e livre de estigmas, carimbos, leis sem nexo discriminatórias...
Topo do mundo porque daqui eu vejo até lá bem longe, á linha do horizonte...um pedacinho de mar entre os prédios do lado esquerdo, a serra de Sintra e o Castelo dos Mouros numa vasta imensidão sem distância, quando o paredão de nuvens descansa do outro lado do mundo que a minha visão alcança...
Do lado direito, o topo das árvores do cemitério, protegido por um alto muro. Não me incomoda e a vida ensinou-me a ter mais cuidado com os que caminham aqui do que com os que caminham do outro lado, esses normalmente até me dão uma ajudazita.
Topo do Mundo porque daqui vejo a cidade toda, as encruzilhadas dos caminhos, ruas, ruelas, o verde que brota por entre o cinzento das estradas, e do colorido dos prédios. Este verde está sempre presente. E o rosa e o cinzento dos prédios. Uma mescla que em dias como este vibra em milhares de tons derivados.
Topo do mundo porque aqui moram 3 familias de formigas, em formigueiros gigantes...facilmente diríamos que são pequenos aos nossos olhos...mas...os prédios também me parecem pequenos daqui onde estou, e contudo, eles são gigantes...e assim é também com estes formigueiros. Gigantes e bem construídos...facilmente passeio pelas suas ruas e ruelas escuras...não. Escuras aos nossos olhos humanos...pois aos olhos de uma formiga, e aos seus outros sentidos, estas ruas e ruelas pulsam de luz e vida em cada esquina. É maravilhoso entender a organização e gestão que lavram debaixo dos nossos pés. Elas atarefam-se aproveitando o dia bonito para armazenarem o sustento durante o Inverno, e repararem paredes e caminhos, fortificando-os para que nem a chuva nem o frio lhes chegue.
O topo do mundo é assim. Ao seu redor, e no seu interior...a vida tece caminhos, encruzilhadas, pontes entre mundos visíveis e invisíveis, mundos repletos de cores, de luz, de sombras, de encontros e desencontros...quantas historias por contar...quantas cores por pintar...






28 de outubro de 2010

BLOGAGEM COLECTIVA-MINHA IDEIA É MEU PINCEL - rises in Monet's Garden


Monet - Irises in Monet's Garden- 28/10

Este post é parte da Blogagem Colectiva do Café com Bolo da Glorinha!

O tempo fugia-lhe sem que ela o conseguisse agarrar. Estava presa. Irremediavelmente presa ao ecrã do portátil que lhe feria a vista já de tão cansada. Mas não podia parar. O tempo corria contra ela mas esta era uma corrida que ela conhecia bem, todos os anos era assim, e todos os anos ela se excedia dando o seu melhor, roubando tempo que não tinha á sua familia, a si mesma, aos seus animais, a tudo e todos, colocando tudo em segundo plano para poder acabar o Ano Fiscal com nota dez.
Não sabia porque o fazia. Sempre fora assim. Trabalhava naquela empresa há 13 anos...não era o trabalho que a preenchia como Ser Humano, e ultimamente esse facto agudizara-se e até a deixava doente e sem forças. Não era o ordenado congelado há 3 anos pela "crise" que só toca aos que já quase nada têm, nem as compensações que tardavam sempre. Ela era assim. Ligava o turbo e só descansava quando tudo estava feito, em ordem, sem qualquer ponta solta...O ascendente Virgem impunha-se sempre ao signo Peixes, nesta fase. O problema era que nos restantes meses do ano ela sentia que era o Peixes que levava a melhor sobre Virgem, ajudando a que a fase final fosse sempre ainda mais complicada do que o necessário.
Sorriu. Em 13 anos fora a primeira vez que percebera este simples facto. E foi a primeira vez que não desperdiçou energias preciosas a maldizer a sua sorte, a queixar-se, ou simplesmente a sentir-se miserável. Suspirou agradecida pelo ano deveras complicado que estava a ter, mas que a obrigara a fazer o mind shift exigido pelo Universo há tanto tempo!
Ergueu os olhos do computador para a imagem que imprimira ontem e afixara no biombo azul que a protegia do resto do mundo que ainda hoje não compreendia lá muito bem. Deixou-se energizar pela suavidade das pinceladas irreais, pela cor violeta, lilás, rosa, verde...o aroma dos campos da sua infância embriagou-lhe os sentidos. Fechou os olhos e permitiu-se um minuto de deleite, sentindo a erva fresca sobre os pés descalços, a brisa acariciando a face...o zumbido das abelhas atarefadas e o chilrear dos pássaros que saltitavam aqui e ali em busca de alimento embalaram-lhe a alma e massajaram-lhe os músculos doridos da tensão. Inspirou bem fundo o aroma da liberdade e guardou no coração a beleza pura que só um jardim encantado pode oferecer. Voltaria mais tarde, para mais uma fuga rápida e intensa ao stress da realidade. Agora o trabalho chamava e ela já não franzia o sobreolho, antes sorria confiante em si mesma e nas suas capacidades...pronta para mais uma batalha!


25 de outubro de 2010

Animal de Poder - Leão

Conhece-o AQUI.

22 de outubro de 2010

Tarô Osho Zen - O Sonho

Uma coisa tem sido dita repetidas vezes no decorrer dos tempos. Todas as pessoas religiosas têm afirmado que: "Sozinhos nós chegamos a este mundo, e sozinhos partiremos". Toda idéia que envolve estar junto é ilusória. A própria idéia de companheirismo aparece porque estamos sós, e o isolamento fere. Queremos neutralizar nosso isolamento com relacionamentos...

Por isso é que nos deixamos envolver tanto com o amor. Tente entender a questão. Normalmente você pensa que se apaixonou por uma mulher, ou por um homem, porque ela é bela, ou ele é belo. Essa não é a verdade. A verdade é exatamente o contrário: Você "caiu no amor" porque não consegue ficar sozinho. Você estava mesmo pronto para "cair". De uma maneira ou de outra você iria fugir de si mesmo.
E existem pessoas que não se apaixonam por mulheres ou homens -- então se apaixonam pelo dinheiro. Elas passam a acumular dinheiro, ou embarcam na aventura do poder -- elas se tornam políticos. Isso também é fugir do próprio isolamento. Se você observar o Homem, se observar com profundidade a si mesmo, ficará surpreso: todas as suas atividades podem ser reduzidas a uma única origem. Essa origem é o medo que você tem de estar só. Tudo o mais são apenas desculpas. O motivo verdadeiro é que você se sente muito só.

Osho Take it Easy, Volume 2 Chapter 1

Comentário:

Em alguma tardezinha encantada, você irá encontrar a sua alma gêmea, a pessoa perfeita que corresponderá a todas as suas necessidades, e será a concretização de todos os seus sonhos. Certo? Errado! Essa fantasia que os cantores e os poetas gostam tanto de perpetuar tem suas raízes em memórias do útero, onde estávamos tão seguros e "unificados" com nossas mães; não é de admirar que sejamos obcecados por retornar a essa condição durante toda a nossa vida. Mas, falando numa linguagem crua, é um sonho infantil. E é surpreendente que nos apeguemos a ele com tanta teimosia, diante da realidade.
Ninguém seja o seu atual companheiro ou alguém com quem você sonha no futuro, tem a obrigação de trazer-lhe à felicidade numa bandeja -- nem poderia, ainda que quisesse. O amor verdadeiro não advém de tentativas de satisfazer nossas necessidades por meio da dependência com relação à outra pessoa, mas por meio do desenvolvimento da nossa riqueza interior, e do nosso amadurecimento. Com isso, passamos a ter tanto amor para dar, que amantes serão espontaneamente atraídos por nós.

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É a segunda vez que esta carta me sai. Da primeira vez nem liguei, foi há mais de um ano. Contudo hoje recordei-me da altura exacta em que me saiu e da minha estranheza e falta de entendimento face ao que era dito...
Desta vez foi como se o Universo me gritasse B A S T A . Acabou o tempo de recreio. Está a soar o toque de entrada e aqui já não há segundo toque de tolerância...ou entras e aprendes, ou ficas como e onde estás, até outra oportunidade noutra vida, noutro sitio ou noutra dimensão.

Não grito eu e o teu olhar mentiu, enrolados pelo chão no abraço que se viu...(para quem não conhece, Pedro Abrunhosa).

Uma partida do meu Ego para me forçar a ficar, apelando ao sentimentalismo e ao medo que de facto tenho de caminhar sozinha fisicamente nesta Terra...
Não digo eu, e avanço entrando na sala de aula. O Coração doí-me de tanto bater descompassado e custa-me a respirar, como se o próprio ar me asfixiasse...se tenho medo? Sim, tenho. Mas há uma voz que me diz para continuar e nem olhar para trás...e confiar. Confiar com todo o meu ser, porque na verdade, nunca estarei só.
E é isso que eu faço.
Neste preciso momento.
O meu Sol e a minha Lua e EU, em movimento perfeitamente alinhado.
Sol na casa 2, lua na casa 8
DE: 21/10 (Ontem), 10h19
ATÉ: 23/10 (Amanhã) , 19h01

21 de outubro de 2010

Os "nossos" filhos das estrelas...


Uma das minhas maiores pre-ocupações é a educação das minhas filhas. Educação no sentido de conseguir dar-lhes uma formação como seres humanos que lhes permita desenvolver as suas potencialidades e serem seres de luz, plenamente realizados.
Foi isso que me fez ser Mãe. Não houve relogio biológico a tic tacar, nem vontade de constituir familia, etc. Houve apenas um constatar que o mundo precisa de pessoas boas, e que esse era um desafio ao qual eu não poderia fugir...tentar "dar" a este mundo um ser que aja na luz. Na verdade não estou a dar nada, porque a filha não é minha. Os filhos não são "nossos". São filhos das estrelas, filhos do universo, como nós. Simplesmente fomos nós enquanto pais os escolhidos como "facilitadores" da sua entrada e estadia nesta vida.
Esta posição não é muito fácil. Porque é necessário impôr limites e é necessário ter em conta a realidade/mundo/sociedade em que se está inserido...mas eu acredito com todo o meu Ser que os "nossos" filhos são seres que têm muito para nos ensinar, que é de extrema importância estarmos disponiveis para os ouvir, e que trazem neles as chaves de uma nova dimensão, uma nova sociedade...tentar educá-los seguindo as normas instituidas e rigidas de gerações anteriores é sinónimo muitas vezes de castrar as suas potencialidades "amarfanhando" literalmente a sua Luz...criando seres desasjustados, frustrados, angustiados...
Hoje uma amiga enviou-me este texto, está em Espanhol mas penso que é de fácil leitura...e muito interessante :)

Leopoldo Abadía (autor de "La crisis Ninja") dice en su artículo:

Me escribe un amigo diciendo que está muy preocupado por el futuro de sus nietos. Que no sabe qué hacer: si dejarles herencia para que estudien o gastarse el dinero con su mujer y que "Dios les coja confesados".
Lo de que Dios les coja confesados es un buen deseo, pero me parece que no tiene que ver con su preocupación. En muchas conferencias, se levanta una señora (esto es pregunta de señoras) y dice esa frase que me a mí me hace tanta gracia: "¿qué mundo les vamos a dejar a nuestros hijos?" Ahora, como me ven mayor y ven que mis hijos ya están crecidos y que se manejan bien por el mundo, me suelen decir "¿qué mundo les vamos a dejar a nuestros nietos?"
Yo suelo tener una contestación, de la que cada vez estoy más convencido: "¡y a mí, ¿qué me importa?!" Quizá suena un poco mal, pero es que, realmente, me importa muy poco.
Yo era hijo único. Ahora, cuando me reúno con los otros 64 miembros de mi familia directa, pienso lo que dirían mis padres, si me vieran, porque de 1 a 65 hay mucha gente. Por lo menos, 64.
Mis padres fueron un modelo para mí. Se preocuparon mucho por mis cosas, me animaron a estudiar fuera de casa (cosa fundamental, de la que hablaré otro día, que te ayuda a quitarte la boina y a descubrir que hay otros mundos fuera de tu pueblo, de tu calle y de tu piso), se volcaron para que fuera feliz. Y me exigieron mucho.
Pero ¿qué mundo me dejaron? Pues mirad, me dejaron:
1. La guerra civil española
2. La segunda guerra mundial
3. Las dos bombas atómicas
4. Corea
5. Vietnam
6. Los Balcanes
7. Afganistán
8. Irak
9. Internet
10. La globalización
Y no sigo, porque ésta es la lista que me ha salido de un tirón, sin pensar. Si pienso un poco, escribo un libro. ¿Vosotros creéis que mis padres pensaban en el mundo que me iban a dejar? ¡Si no se lo podían imaginar!
Lo que sí hicieron fue algo que nunca les agradeceré bastante: intentar darme una muy buena formación. Si no la adquirí, fue culpa mía.
Eso es lo que yo quiero dejar a mis hijos, porque si me pongo a pensar en lo que va a pasar en el futuro, me entrará la depre y además, no servirá para nada, porque no les ayudaré en lo más mínimo.
A mí me gustaría que mis hijos y los hijos de ese señor que me ha escrito y los tuyos y los de los demás, fuesen gente responsable, sana, de mirada limpia, honrados, no murmuradores, sinceros, leales. Lo que por ahí se llama "buena gente".
Porque si son buena gente harán un mundo bueno. Y harán negocios sanos. Y, si son capitalistas, demostrarán con sus hechos que el capitalismo es sano. (Si son mala gente, demostrarán con sus hechos que el capitalismo es sano, pero que ellos son unos sinvergüenzas.)
Por tanto, menos preocuparse por los hijos y más darles una buena formación: que sepan distinguir el bien del mal, que no digan que todo vale, que piensen en los demás, que sean generosos... En estos puntos suspensivos podéis poner todas las cosas buenas que se os ocurran.
Al acabar una conferencia la semana pasada, se me acercó una señora joven con dos hijos pequeños. Como también aquel día me habían preguntado lo del mundo que les vamos a dejar a nuestros hijos, ella me dijo que le preocupaba mucho más qué hijos íbamos a dejar a este mundo.
A la señora joven le sobraba sabiduría, y me hizo pensar. Y volví a darme cuenta de la importancia de los padres. Porque es fácil eso de pensar en el mundo, en el futuro, en lo mal que está todo, pero mientras los padres no se den cuenta de que los hijos son cosa suya y de que si salen bien, la responsabilidad es un 97% suya y si salen mal, también, no arreglaremos las cosas.
Y el Gobierno y las Autonomías se agotarán haciendo Planes de Educación, quitando la asignatura de Filosofía y volviéndola a poner, añadiendo la asignatura de Historia de mi pueblo (por aquello de pensar en grande) o quitándola, diciendo que hay que saber inglés y todas estas cosas.
Pero lo fundamental es lo otro: los padres. Ya sé que todos tienen mucho trabajo, que las cosas ya no son como antes, que el padre y la madre llegan cansados a casa, que mientras llegan, los hijos ven la tele basura, que lo de la libertad es lo que se lleva, que la autoridad de los padres es cosa del siglo pasado. Lo sé todo. TODO. Pero no vaya a ser que como lo sabemos todo, no hagamos NADA.
P.S.
1. No he hablado de los nietos, porque para eso tienen a sus padres.
2. Yo, con mis nietos, a merendar y a decir tonterías y a reírnos, y a contarles las notas que sacaba su padre cuando era pequeño.
3. Y así, además de divertirme, quizá también ayudo a formarles.




18 de outubro de 2010

Venha escovar os dentes...


Venha "escovar" os dentes comigo...clique na imagem :)

15 de outubro de 2010

Blog Action Day 2010 - Water - Água, Vida






Postagem AQUI

Post HERE for Blog Action Day 2010

Ajuda para duas pessoas de idade...Compaixão e comida...




Este Apelo chegou-me agora mesmo. Vem de fonte segura, o Projecto Ajuda Alimentar Animal desenvolve um trabalho fantástico angariando ração para cães e gatos com diversas iniciativas e distribuindo-a onde é mais precisa...
Infelizmente mais situações destas surgirão com o apertar económico...mas acredito no fundo do meu coração que esta é também uma forma de acordar consciências, unir pessoas...fazer milagres.
Que nenhum de nós tenha a arrogância de pensar que nunca iremos um dia precisar de semelhante ajuda...a Vida e o Universo conspiram para nos providenciarem tudo o que precisamos, e muitas vezes as lições são duras, dolorosas...mas necessárias para o nosso amadurecimento e despertar.

A ajuda pretendida: COMIDA E BENS ESSÊNCIAIS PARA O CASAL IDOSO
RAÇÃO PARA OS ANIMAIS

Porque mesmo atravessando uma experiência difícil, este casal mantem-se unido, e mantem-se digno ao não abandonar os animais que os têm acompanhado ao longo da vida.

Ajudar a ajudar, partilhar. E do pouco que temos se faz muito...O milagre da multiplicação foi-nos recordado por um Grande Mestre...um dos milagres mais bonitos do Ser Humano!

Em 1/Julho/2010 foi enviado um e-mail (que segue abaixo) a pedir ajuda para um Casal da Encarnação, Concelho de Mafra, na altura resolveu-se o problema pois enchemos a despensa, o frigorífico, pagou-se todas as contas em atraso e arranjou-se as coleiras anti-desparasitantes.

No feriado de 5/Outubro/2010 fui entregar novamente ração para os cães a pedido deles pois já tinha acabado a que foi entregue em Julho. Conversamos um bocado, o processo da reforma ainda não está resolvido na Segurança Social, por isso ainda não estão a receber nada, não conseguem arranjar trabalho pois ele tem 70 anos e ela 65, ninguém lhes dá nada para fazer.

Por estes motivos venho apelar novamente a boa vontade de todos, se puderem ajudar novamente, o casal agradece, quem não puder ajudar, pode sempre divulgar, o caso.

O Projecto AAA vai ajudando com a comida para os animais, 2 cães de porte grande e 9 gatos.

Para mais algum esclarecimento ou contribuição enviem mail.

Obrigada mais uma vez a todos.
--
ANA AMARO SILVA
Voluntária Projecto AJUDA ALIMENTAR ANIMAL (PAAA)
ajudaalimentaranimal@gmail.com
Para informações e donativos na zona de Mafra e arredores:
paaa.mafra@gmail.com ou ambas_39@hotmail.com

O MEU BLOG: http://ocantinhodaanaamaro.blogspot.com/



E-MAIL QUE FOI ENVIADO EM 1/JULHO/2010


Date: Thu, 1 Jul 2010 16:44:52 +0100
Subject: Pedido de Ajuda


Olá

Este mail é um pedido de ajuda em parceria dos Núcleos do Projecto Ajuda Alimentar Animal Sintra e Mafra.

Recentemente recebemos um pedido de ajuda para um casal já de idade que tem 2 cães e 9 gatos.
Após a triagem feita por uma das nossas voluntárias percebemos que era um pedido real, de quem já esteve bem na vida, mas por diversas circunstâncias agora passa mal e não tem sequer comida para si, mas que nem por isso deixa os animais passar fome. O pedido que nos fizeram agora foi por estarem já mesmo no limite ...

A juntar a isto estão preocupados porque necessitam de coleiras anti-desparasitantes para os cães (de porte grande) e não têm possibilidade de o fazer. E todos sabemos que um animal doente, para além do desgosto que causa aos donos e do sofrimento do animal, pode representar uma despesa impossível de suportar para quem já vive com tão pouco.

Assim, o que venho pedir é uma forcinha para que nos possamos unir e comprar as duas coleiras ... e quem sabe, ajudar com alguma comida para os donos, o Projecto AAA providenciará dentro do possível a comida para os cães e gatos.

Os interessados em contribuir enviem mail para combinarmos a entrega ou o envio de NIB para uma transferência.

Obrigada desde já a todos!

Isabel

13 de outubro de 2010

Respostas




As respostas são-nos dadas não quando as pedimos, mas sim quando estamos preparados para as entender e incorporar...
Por isso, hoje agradeço...obrigada por me terem ouvido, obrigada por estarem comigo, obrigada por me apontarem inequivocamente o caminho...

12 de outubro de 2010

Ser como um rio que flui




Voltei a ser Siala...nunca o deixei de ser.

Por vezes é necessário dar-mos um passo atrás, pararmos, para melhor vermos o caminho e decidirmos em consciência se é esse o nosso caminho, ou se foi uma exploração de um atalho que nos suscitou curiosidade. Saber distinguir é essencial. Não há lugar para orgulhos, remorsos, medos, ou outros sentimentos que tais. Se eles existem basta respirar, respirar, respirar, até calarmos a voz do ego e deixarmos fluir a voz do "Eu".
Dar um passo atrás é um acto de coragem, embora muitos o julguem como um acto de cobardia. Não interessa o que os outros julgam. Só quem caminha sabe. E mais há que caminham e também sabem. Não devemos nunca reger-nos por aquilo que emana abaixo, mas sim por tudo o que emana acima. Esse é o primeiro passo para a verdadeira libertação, para o quebrar de padrões que nos aprisionam numa vibração baixa. Porque tudo é energia. Eu e tu somos energia. E a energia não conhece limites.
Se decidirmos que o atalho é na verdade o caminho, devemos segui-lo então, na certeza que estamos no trilho certo para enriquecermos a nossa existência com as lições que formos encontrando...
Se o atalho não passou disso, então devemos fechar os olhos, inspirar fundo, seguir a nossa intuição e rumar sem medos face a um novo desconhecido, na certeza que não perdemos tempo ao desviar-mo-nos, antes ganhámos conhecimentos e experiências imprescindíveis ao caminho que nos aguarda.
Tudo é como tem que ser, nenhum passo é desperdiçado. O Universo é sábio...falta ao homem a confiança em si mesmo como ser de luz experimentando a matéria...


Ser como um rio que flui

“Um rio nunca passa duas vezes pelo mesmo lugar” diz um filósofo. “A vida é como um rio”, diz outro filósofo, e chegamos à conclusão que esta é a metáfora mais próxima do significado da vida. Por consequência, é sempre bom lembrar durante todo o próximo ano:
A] Sempre estamos diante da primeira vez. Enquanto nos movimentamos entre a nossa nascente (o nascimento) ao nosso destino (morte), as paisagens serão sempre novas. Devemos encarar todas estas novidades com alegria, e não com medo – porque é inútil temer o que não se pode evitar. Um rio não deixa de correr jamais.
B] Em um vale, andamos mais devagar. Quando tudo à nossa volta fica mais fácil, as águas se acalmam, nos tornamos mais amplos, mais largos, mais generosos.
C] Nossas margens sempre são férteis. A vegetação só nasce onde existe água. Quem entra em contacto connosco, precisa entender que estamos ali para dar de beber a quem tem sede.
D] As pedras precisam ser contornadas. Evidente que a água é mais forte que o granito, mas para isso é preciso tempo. Não adianta deixar-se dominar por obstáculos mais fortes, ou tentar bater-se contra eles; gastaremos energia à toa. O melhor é entender por onde se encontra a saída, e seguir adiante.
E] As depressões necessitam paciência. De repente o rio entra em uma espécie de buraco, e pára de correr com a alegria de antes. Nestes momentos, a única maneira de sair é contar com a ajuda do tempo. Quando chegar o momento certo, a depressão se enche, e a água pode seguir adiante. No lugar do buraco feio e sem vida, agora existe um lago que outros podem contemplar com alegria.
F] Somos únicos . Nascemos em um lugar que estava destinado para nós, que nos manterá sempre alimentados de água o suficiente para que, diante de obstáculos ou depressões, possamos ter a paciência ou a força necessária para seguir adiante. Começamos nosso curso de maneira suave, frágil, onde até mesmo uma simples folha pára nosso curso. Entretanto, como respeitamos o mistério da fonte que nos gerou, e confiamos em sua Eterna sabedoria, aos poucos vamos ganhando tudo que nos é necessário para percorrer nosso caminho.
F] Embora sejamos únicos, em breve seremos muitos. À medida que caminhamos, as águas de outras nascentes se aproximam, porque aquele é o melhor caminho a seguir. Então já não somos apenas um, mas muitos – e há um momento em que nos sentimos perdidos. Entretanto, como diz a Bíblia, “todos os rios correm para o mar”. É impossível permanecer em nossa solidão, por mais romântica que ela possa parecer. Quando aceitamos o inevitável encontro com outras nascentes, terminamos por entender que isso nos faz muito mais fortes, contornamos os obstáculos ou preenchemos as depressões em muito menos tempo, e com muito mais facilidade.
G] Somos um meio de transporte. De folhas, de barcos, de ideias. Que nossas águas sejam sempre generosas, que possamos sempre levar adiante todas as coisas ou pessoas que precisarem de nossa ajuda.
H] Somos uma fonte de inspiração. E portanto, deixemos para um poeta brasileiro, Manuel Bandeira, as palavras finais:
“Ser como um rio que flui
Silencioso no meio da noite
Não temer as trevas da noite
Se há estrelas no céu, reflecti-las.
E se o céu se enche de nuvens
Como o rio, as nuvens são água;
Reflecti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas.”

4 de outubro de 2010

Boa viagem Avó




1917-2010



Até um dia Avó...
Sei que passaste por aqui antes de partires definitivamente. Obrigada.

Desculpa tudo o que não te disse, tudo o que não fiz, e tudo o que não entendi.
A maturidade traz-nos as lições de vida que muitas vezes nos foram oferecidas nos anos mais rebeldes...só então fazem todo o sentido, porque são sentidas.
Quando olho para trás, agora, entendo-te. E entendo que não tenho que julgar, opinar, ou pensar que sou a dona da verdade. Tenho apenas que sentir Avó. E ao sentir aceitar que cada um de nós tem a sua jornada a cumprir aqui neste plano.
Obrigada avó. Por teres feito parte da minha vida. Por seres uma parte de mim.
A minha última prenda para ti foi dada a semana passada, quando te visitámos...espero ter-te aliviado um pouco o sofrimento. Sei que só eu te ouvi mas tu sabes que transmiti as palavras que não conseguiste proferir à minha mãe, à tua filha.
Sei que vais em paz, avó. Sei que vais envolta em luz, de regresso à Luz.
Sei que estás comigo, como eu estou contigo sempre. Parte da tua jornada foi minha também...é ainda minha também.
Obrigada avó...
Espero que tenhas ouvido as palavras por trás da ladainha que me pediram para ler na Igreja. Fi-lo por ti, pois sabes bem o repúdio que tenho por determinadas "encenações". Falavam de pecado avó. O teu único pecado foi teres amado, desse pecado nasceu a tua filha, minha mãe, e em pecado nasci eu também, e nasceu a minha filha...O amor nunca é pecado. Pecado é não amar, é não dar. É estar vivo sem viver.
Até já avó! Até sempre! O meu caminho começa agora.

20 de setembro de 2010

Somos todos um...





O caminho mais difícil é o caminho de retorno a nós mesmos após termos partido há tantos anos como os anos que temos desta vida terrena. Viajamos pela vida sempre em busca de algo...
algo que nem sabemos bem o que é mas que mesmo assim buscamos incessantemente...
Uma e outra e outra vez...
É uma benção se entendermos atempadamente que aquilo que procuramos apenas pode ser encontrado em nós mesmos...
Por isso, se caíres, se tropeçares, se subitamente o teu caminho se desmoronar e te deixar num enorme vazio...
Liberta a dor e abre espaço para que algo novo surja, desta vez algo que toda a tua vida buscou por ti sem te conseguir alcançar...algo dentro de ti está prestes a manifestar-se finalmente liberto pelo vazio que tanto temes...

16 de setembro de 2010

Nessun Dorma...





Ao olharmos alguém automaticamente construímos uma intrínseca teia de julgamentos sobre ela. Não sabemos nada. Nunca a vimos, não a conhecemos. Mas a nossa mente rapidamente nos ludibria e faz acreditar que sim, com base numa série de pressupostos e preconceitos...
Ao olharmos a realidade, ou aquilo que pensamos ser a realidade, automaticamente construímos uma intrínseca teia de julgamentos sobre ela. Não sabemos nada. Nunca a vivenciámos porque a realidade é um constante devir a cada segundo. Mas a nossa mente rapidamente nos ludibria e faz acreditar que sim, com base numa série de pressupostos e preconceitos...e isto acontece num milésimo de segundo...
Quantos erros não se cometem assim?

Quantas pessoas, oportunidades, experiências, maravilhas...não perdemos simplesmente sem nos apercebermos?

Nem tudo o que parece é...é preciso olhar de olhos fechados, com o coração...

10 de setembro de 2010

Contra as touradas






«Nunca duvide de que um pequeno grupo de cidadãos preocupados e determinados pode mudar o mundo. De facto, é só isso que o tem mudado.»

Hoje, sexta-feira, 10/09, pelas 22:00, a RTP transmitirá em directo uma corrida de touros que tem como apoiantes a Câmara Municipal de Vila Viçosa e a RTP.

Por favor, proteste. Se todos o fizermos da mesma forma este protesto terá maior visibilidade.

Instruções:

1.º Partilhe esta nota ou encaminhe-a como mensagem para todos os seus amigos;

2.º Altere a sua foto de perfil, nas redes sociais em que está presente, para a sugerida e mantenha-a durante 3 dias, de luto;

3.º Às 22:00, deixe nos facebooks abaixo indicados, ou pelo menos no primeiro dos indicados, o seguinte comentário:

RTP :(

Se optar por escrever comentários da sua autoria, por favor, para criar mais impacto, escreva na primeira linha, RTP :(

RTP:

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JORNAIS:

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GRUPOS PARLAMENTARES/PARTIDOS POLÍTICOS:

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- http://www.facebook.com/psd.parlamento

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8 de setembro de 2010

Sobre a raiva




Este post é de 2008, mas tropecei nele por acaso e decidi voltar a colocá-lo aqui.
Porque a raiva mata...e se já há vacina para os animais...para nós humanos a única via de lhe escapar é a via do amor, da consciência, desapego e da aceitação.

"Um homem enraivecido está sempre cheio de veneno.

Se não encontrar onde derramar, irá derramar dentro de si mesmo."
( Confúcio )

20 de outubro de 2008
Sobre a Raiva
Como nos diz a Bhagavad Gita, uma escritura essencial do Yoga, os piores inimigos que temos na Terra podem ser encontrados em nossa própria mente: desejo e raiva. Um não está separado do outro.

Quando um desejo é frustrado, ele se transforma em raiva. E junto de um desejo existe outro desejo, e desse modo continuamos alimentando a raiva nesta cadeia infindável de desejos.

A raiva surge de nossos desejos insatisfeitos, de nossas mágoas, frustrações, decepções e gera infelicidade.

O ódio e a raiva são considerados as maiores emoções negativas ou aflitivas por serem os maiores obstáculos da bondade, da compaixão e do altruísmo e também por destruírem nossas virtudes e nossa tranqüilidade mental. Com a raiva perdemos os méritos de nossos bons pensamentos e de nossas boas ações.

Seis tipos de pessoas são tristes

No grande poema épico indiano, Mahabharata é dito:

"Seis tipos de pessoas são tristes:
- Aquelas que têm inveja dos outros
- Aquelas que odeiam os outros
- Aquelas que estão descontentes
- Aquelas que vivem da fortuna dos outros
- Aquelas que são desconfiadas
- Aquelas que têm raiva".

Verdadeiramente, é a raiva que produz as outras cinco condições que causam a tristeza.

E esta raiva assume muitas formas, muitas facetas como: aflição, ressentimento, contrariedade, mau humor, aspereza, animosidade, explosões de raiva, ira, rancor, crises de choro e soluço. Muitas vezes, as lágrimas não são sinais de fraqueza, mas a força da raiva.

A raiva envenena corpo e mente

Ataques de raiva e de mau humor produzem danos sérios nas células do cérebro, envenenam o sangue, causam insónia, depressão e pânico; suprimem a secreção dos sucos gástricos e da bílis nos canais digestivos, criando gastrites e úlceras, esgotam a energia e vitalidade, causam problemas cardíacos, provocam velhice prematura e encurtam a vida.

Quando você se zanga sua mente fica perturbada e isto reflecte em seu corpo que sente distúrbios. Todo o sistema nervoso se agita e você se enerva, perdendo a harmonia, a eficiência de agir, o vigor e o entusiasmo.

A raiva é uma energia poderosa que precisa ser dissolvida para que você possa ser mais livre e saudável.

É muito importante saber que ninguém provoca raiva em você, ela é criada por você. Já existe em você acumulada desde a infância... De repente, isto é accionado por alguma palavra ou por alguma acção de alguém e você experimenta uma raiva, às vezes inapropriada, sem motivo.

Se não temos controle sobre nossa mente que vagueia a todo instante, perdemos o controle e, a raiva brota muito forte de nosso interior, nos destruindo e magoando.

Geralmente esta raiva começa quando somos crianças. Quando não conseguíamos o que desejávamos, ficávamos zangados e nossos pais faziam o que queríamos. Assim aprendemos que podíamos ficar zangados porque isto funcionava para alcançar nossos desejos.

Muitas vezes, as pessoas falam o que não querem, são dominadas pela raiva e explodem causando inimizades, mágoas e conflitos. E depois dizem: "Perdi a cabeça! Não tenho controle sobre minha mente ou emoções! Mas o que posso fazer? Eu sou assim mesmo. Não vou mudar!"

Porém, elas precisam entender que estão prisioneiras de camadas densas e sólidas de raiva e de desejos insatisfeitos. Se não despertarem para a necessidade urgente de começar a fazer algo a respeito, elas vão viver em total infelicidade, no meio de suas próprias negatividades. Isto é viver em um verdadeiro inferno interior.

Colocar a raiva para fora apenas agrava esta emoção negativa e a faz crescer ainda mais. Se deixarmos isto sem controle, expressando nossa raiva cada vez mais, ela não vai se reduzir e sim aumentar, gerando mais dor e inquietude para nós.

Pare o ciclo da raiva

Na Bhagavad Gita, Krishna diz: "Ó Arjuna, deixe de pensar em seus inimigos externos. Em vez disto, conquiste seus inimigos internos".

O Yoga diz que precisamos observar a raiva, analisá-la; aprender a lidar com ela e a dissolvê-la através da contemplação e da meditação.

Pratique a meditação e perceba seus efeitos. Sinta o apaziguamento. Perceba como sua mente se torna pacífica e serena e como isto lhe apoia durante o seu dia.

Contemple, sem julgamento e culpa, os factores que deram origem à manifestação da raiva, aprendendo a se conhecer melhor.

É importante reconhecer os erros para corrigi-los e agir melhor no futuro. Peça desculpas, treinando a humildade, que é a virtude das pessoas fortes e corajosas.

Compreenda que ninguém é perfeito. Cada um de nós fez algo de errado. É da condição humana. O importante é aprender com nossos erros sem a atitude de censura ou crítica excessiva por nós mesmos, pois esta autopunição é fonte de sofrimento para nós. E quando vamos entendendo isto, nos tornamos mais tolerantes com as falhas das outras pessoas e sentimos menos raiva.

Liberte-se do sentimento de culpa, porque se você se culpa você alimenta ainda mais a sua raiva e se torna prisioneiro deste ciclo vicioso. A culpa gera mais baixa-estima e você cai na armadilha do ego e, como consequência passa a ser mais limitado, amargurado, infeliz. Este é o estado de escravidão do ego que nos faz sentir pequenos, inferiores.

Baba Muktananda, em seu livro "Encontrei a Vida", nos conta que certa vez perguntaram à grande santa Rabia:

"- Você alguma vez sente raiva?
-Sim - replicou ela - mas só quando me esqueço de Deus".

Contemple essas palavras e compreenda que ao lembrar-se de Deus, ao desenvolver virtudes divinas, não haverá espaço para a raiva em seu interior e assim, você poderá ser mais livre e feliz. Fique em paz!

Fonte:http://www.somostodosum.com