“Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. O existir é um perpétuo mudar, um estar constantemente sendo e não-sendo, um devir perfeito; um constante fluir...

Se gosta seja amigo :) Namasté!

25 de novembro de 2010

Blogagem Colectiva - Minha Ideia é Meu Pincel

Frida Kahlo - Auto Retrato - 25/11 - Blogagem colectiva do Café com Bolo da Glorinha

"Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade."

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'Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida'' (última entrada no seu Diário)

Muito haveria para dizer sobre esta Mulher...tanto que não encontro espaço suficiente nas palavras. Por vezes o silêncio diz mais.
Talvez porque Frida foi a MULHER que me ensinou a olhar a arte para além dela própria. Por não gostar dos seus quadros pelas técnicas, cores ou estilo...mas sim pelas emoções fortíssimas e simbolismo que carregam e transmitem a quem quiser olhar com o coração. Foi assim que conheci Frida...o desconforto que o seu pincel me causou levou-me a descobrir a mulher que o segurava. Levou-me a trilhar um pouco do seu caminho, a entender a sua dor, a partilhar o seu olhar e a reconhecer a sua dualidade.

A ti Frida, o meu silêncio repleto de empatia...

Um excelente artigo/estudo sobre Frida












27 comentários:

Lu Souza Brito disse...

Siala,

Tristeza demais! Infelizmente ando como um catalisador. Por isso me afasto de qq coisa que transmite sentimentos negativos.
E apesar da força e coragem dessa artista, a tristeza ainda me incomoda mais que o talento me atrai.
Um abraço

Astrid Annabelle disse...

Siala querida!
Belíssima interpretação deu ao tema de hoje!
Você já sabe que não gostei da energia que senti da obra em questão.
Creio que o que está fazendo a diferença é justamente saber o que considero arte.
Arte para mim: me encanta, me enleva, faz viajar...e nenhum desses ítens senti ao pesquisar sobre a Frida Kahlo.
Achei até bonitas certos quadros, mas a energia...hummm...muito ruím!
Fazer o que não é amiga!?
Agora você se saiu muito bem...
muito bem mesmo!
Beijo doce.
Astrid Annabelle

Siala disse...

Lu, entendo perfeitamente. Se eu tivesse conhecido Frida em certas fases da minha vida, teria o mesmo impulso que vc :) e por outro lado...que seria das outras cores se todos gostássemos do amarelo, não é ? ;)
Namasté!

António Rosa disse...

Siala,

Lindíssima postagem, muito bem feita e com os vídeos para passarmos momentos muito elucidativos.

Nesta série de postagens, este é o quadro que mais reacções fortes suscitou. Várias bloguistas não hesitaram em dizer que a energia as perturbava e eu admiro essa sinceridade.

No entanto, não foi isso que eu vi. Não vejo nada de negativo no quadro, acreditando mesmo que passa uma mensagem muito clara.

A vida sofrida de Frida, foi escolhida por ela própria, para limpar carmas passados. Conseguiu. O que acontece é que ela superou-se na Escola do Sofrimento.

A Frida é um exemplo perfeito de como um carma fortíssimo, pode transformar-se em genialidade, através da arte e da militância pela vida.

Tenho a certeza que o seu Ser brilha a alturas incomensuráveis, tendo deixado a sua 'pegada' neste planeta.

Em contrapartida, 'eu' passarei como mais um 'del montón'.

Tenho que responder ao teu email, mas só amanhã, tá?

Beijos

António

Siala disse...

Astrid :)
Está em seu pleno direito não gostar! Entendo perfeitamente porquê, sem dúvida que a obra de Frida nos transmite emoções muito pesadas e fortes...
Eu admiro esta mulher e a sua obra pela forma que ela tem de se expôr nua e cruamente, numa dualidade assombrosa e numa verdadeira viagem de auto-conhecimento e expurgação através da pintura.
Mas não teria nenhuma obra dela em minha casa... ;)
Namasté!!

Glorinha L de Lion disse...

Siala, a maioria das pessoas não conseguiram compreender o que eu quis ao fazer essa blogagem. Não era ver Frida ou Degas ou Monet: era ver a tela, sem pensar no autor ou na vida dele, era "entrar" e imaginar o que aquela paisagem ou rosto nos diz ao olhar para ele...vc conseguiu entender-me, felizmente, mesmo falando de Frida. Lindo o que escreveu...beijos,

Siala disse...

António, exactamente! É que é isso mesmo!! A vida de e obra de Frida são para mim um exemplo, uma verdadeira inspiração! Estive a ver o Mapa Natal dela...já imprimi e é um dos mapas que vou utilizar para as minhas experiências...Eu vejo na obra de Frida o exercício do seu livre arbítrio entre a fuga á realidade através de uma possível auto destruição e total anulação enquanto ser humano, e um caminho de auto-recriação, purga e auto-conhecimento e aceitação através da aplicação de uma energia criadora que lhe vem das entranhas...é simplesmente avassalador o que ela me transmite em termos de lição de vida!
Quanto ao email, sem pressas António :) sei que estás com muito trabalho e com problemas de ligação!
Namasté!

Siala disse...

Glorinha, para mim é impossível falar da obra de Frida sem referir a Mulher, ou falar da mulher sem referir a obra :)
Para mim este foi o melhor quadro até agora!!!!!!!!
Namasté!

Socorro Melo disse...

Oi, Siala!

Creio que todos nós nos emocionamos com a arte de Frida, mas pela emoção que nos transmite. A dor, o sofrimento, a busca pela libertação, são quase palpáveis.
E o maior exemplo que nos deixou, foi de perseverança e superação, além do amor a sua arte.

Um grande abraço
Socorro Melo

Marli Borges disse...

Oi, Siala,
São tantas emoções, rsrs!! Mas independente disso, gostei muito de sua postagem e de seu olhar sobre a obra. Bjssssss

Siala disse...

Socorro, é exactamente isso que eu vejo na obra de Frida!
Namasté!

Macá disse...

Siala
Muitos dos participantes da blogagem ficaram de castigo hoje. A Glorinha nos colocou de joelhos no milho, você viu? rsrsrrs
Mas eu realmente não consegui fazer o que foi proposto.
Ao olhar a tela eu só via escuridão, falta de emoção, sei lá.
Parabéns pelo post.
bjs

William Garibaldi disse...

Siala, como ela era simbólica em suas pinturas!
Agradeço pois pude adentrar o Universo de Frida Kahlo com sua postagem!
Era poesia pura o que ela pintava ainda que doída...!
Assisti aos vídeos!
Namastê!
Beijos de Luz!

Susana Vitorino disse...

Namaste Siala

Subscrevo o António e o teu silêncio.

Há furacões para os quais todas as palavras são de menos...

Grata pela tua partilha e... até já*

As tua borboletas fazem com que não queira saír daqui*** AMO!

Beth/Lilás disse...

Oi, Siala!
Sua participação está muito legal, conseguiu atingir o objetivo proposto.
E sobre Frida, muitos a veem somente pelo lado triste de sua vida, mas esquecem as cores de suas roupas, as flores que usava para embelezar-se, a garra e vontade de continuar mostrando sua arte, mesmo dentro de tanto sofrimento.
um grande abraço carioca

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Siala, vim atrasado comentar! me desculpe! (tive um problema familiar, nem participei desta vez da blogagem)

Adorei seu texto, a referencia sobre esta forte mulher, que foi muito a frente de seu tempo.

Esse seu video eh um achado e tanto! assisti os videos e adorei, muito bom!

um bom fim de semana pra vc.
bjs

António Rosa disse...

Olá Siala

Deixo aqui este convite:

Bom dia de sábado,

Este é um convite para participar na entrevista colectiva que estou a preparar para a Astrid Annabelle, do «Navegante do Infinito». Publiquei hoje um post com esse convite.

Seria um prazer contar consigo nesta entrevista coletiva à amiga e bloguista Astrid.

Por favor, clicar aqui para aceder ao post onde peço que deixem as perguntas.

Abraço,

António
«Cova do Urso»

Luma Rosa disse...

''Espero a partida com alegria... e espero nunca mais voltar... Frida''

Parece que ela não gostava de viver! Tinha suas razões.

Bom fim de semana!

Siala disse...

Macá, eu nunca fui boa a seguir regras. Sigo sempre o meu coração. Foi o que fiz, pois para mim a obra desta mulher é ela mesma!
Namasté

Siala disse...

Marli, é verdade, são emoções muito muito fortes!
namasté

Siala disse...

Marli, é verdade, são emoções muito muito fortes!
namasté

Siala disse...

William, a dor faz parte desta dimensão. Temos que aprender a aceitá-la e a transmutá-la. Para isso temos também que reconhecer as nosas trevas, tão bem como a nossa luz ;)
Beijo enorme!
Namasté

Siala disse...

Susana, é mesmo...há alturas em que as palavras não conseguem exprimir de todo as emoções. Eu também adoro as borboletas...pela beleza que nos transmitem, mas também pelo seu significado de transformação ;)
Namasté

Siala disse...

Beth, exactamente. Daí ela ser um ícone de verdadeira transmutação!
Namasté

Siala disse...

Ale, eu percebi por outras postagens que vc fez e comentários que tinha tido uns contratempos! Ainda bem que gostou! Com estes videos tentei apenas mostrar um pouco mais da mulher e do porquê de uma obra tão simbólica e pesada :)
Namasté!

Siala disse...

António, já lé estive e deixei as minhas questões :) Mito obrigada pelo convite!
Namasté!

Siala disse...

Oi Luma...eu acho que ela apesar de tudo gostava de viver. Eu partilho o sentir dela...embora adore viver, e entenda as razões da minha vida, também eu aguardo o regresso a casa com um sorriso nos lábios...e sinceramente? Gostaria de não ter que voltar cá, pelo menos não nesta dimensão.
Namasté!