“Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. O existir é um perpétuo mudar, um estar constantemente sendo e não-sendo, um devir perfeito; um constante fluir...

Se gosta seja amigo :) Namasté!

2 de dezembro de 2010

Blogagem Colectiva - Minha Ideia é meu Pincel





Antonio Poteiro - Bumba Meu Boi

Este é o último texto para a Blogagem Colectiva do Café com Bolo da Glorinha

Este quadro leva-me numa viagem à aldeia da minha mãe e à minha infância. Nessa altura a festa da aldeia eram oito dias de bailes, romarias e todos usavam as suas melhores roupas (as chamadas roupas de Domingo). As mesas ficavam postas de dia para a dia, cheias de bolos, iguarias, pão caseiro, carnes variadas. As portas ficavam abertas e todos visitavam todos os restantes, numa partilha e constante troca de bens da terra...nós, crianças, corríamos pela aldeia em festa, empanturrados de doces e de sorrisos rasgados...os vestidos brancos e as meias de renda até ao joelho acabavam sempre por ficar da cor da alegria que se quer agitada e irrequieta; os calções e camisas em miniatura...esses ninguém os reconheceria ao fim do dia...enquanto isso os homens juntavam-se a beber um copo de vinho e em amena cavaqueira, e as mulheres punham a conversa em dia à volta dos alguidares onde migavam as couves para a sopa, ou amassavam a massa para mais uma fornada de bolos e pão.
O que mais me ficou dessa altura além do colorido...os cheiros...são cheiros que não se sentem noutros sítios, idades, ou ocasiões. São os aromas únicos das aldeias beirãs em festa...daqueles tempos.

12 comentários:

António Rosa disse...

Siala

Ainda bem que tens essas recordações da infâncias. As minhas, devido à pequena ilha em que vivíamos, não havia esses festejos populares, excepto no Carnaval.

Beijos e aproveito para me despedir da blogagem coletiva. Foi um prazer ter sentido a tua presença.

Glorinha L de Lion disse...

Que lindo Siala! Quanta emoção genuína e sincera esta tela nos proporcionou. Acho que foi um fecho de ouro para uma blogagem tão intensa.
Obrigada por tuas lembranças de um tempo tão bom de recordar! Obrigada por tua participação, que sem dúvida, nos enriqueceu a todos,Beijo grande,

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Essas festas da aldeia, deviam ser tão especiais... a comida boa, os bons momentos festivos, estar presente entre os que nos são queridos.

me lembrou a infância, até a roupa de domingo eu tb tinha rs

um bom dia pra vc, adorei seu texto

Marli Borges disse...

Siala, você é demais!
Seus textos têm vida, ah, como é doce recordar!!! bJSSSSSSSSS

orvalho do ceu disse...

OLá, Siala querida
Também fui por esse lado dos festejos de aldeia, são lindos como vc bem pontuou...
Amanhã tem sorteio no meu Blog IDADE pra quem participou dessa Coletiva. Passa lá, vou esperar vc, tá?
Abraços fraternos e bjs de paz.

William Garibaldi disse...

Lindo! Lindas memórias!
Seu país é fascinante Siala!
E vc é uma grande escritora!
Show! risos
Beijo de Luz do teu amigo carioca!

pensandoemfamilia disse...

Também fiz um retorno à infância com belas e queridas lembranças.
São muitas emoções!
bjs

Lianara **Lia** disse...

Oi Siala!

Que delícia ler tuas recordações!
Os cheiros sempre me lembram a minha infância também. Muita saudade!

Parabéns pela participação. Adorei!

Beijos
Lia
Blog Reticências...

Suziley disse...

Belas lembranças, Siala. Linda postagem!! Um grande beijo, boa noite :)

Siala disse...

Obrigada a todos pelos comentários :) esta tela realmente remetia-nos para a infância, mesmo sem conhecer o contexto - que fiquei a conhecer através das vossas postagens!
Namasté

Manuela Freitas disse...

Olá querida Siala,
Só hoje é que pude cá vir, o tempo é terrível!...
Gostei muito da tua interpretação do quadro e dessa tua aldeia, senti-lhe o cheiro, os cheiros são sempre coisas especiais!
E em conformidade com o meu post eu digo: Só eu não tenho uma aldeia!..rssssssss
Beijinhos,
Manú

Socorro Melo disse...

Oi, Siala!

Lendo sua descrição das festas nas aldeias, lembrei-me de algumas festas da minha infância, em uma pequena vila onde moravam minhas avós. Eram semelhantes a esse exemplo que você nos conta. E quanta saudade tenho desses dias!

Abração
Socorro Melo