“Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. O existir é um perpétuo mudar, um estar constantemente sendo e não-sendo, um devir perfeito; um constante fluir...

Se gosta seja amigo :) Namasté!

14 de julho de 2009

Ser Vegetariano...


Este ano está a ser um ano de grandes adequações e ajustes do meu corpo fisico ao caminho escolhido.
Um desses ajustes aconteceu de forma gradual e natural.
Deixei de consumir carne e peixe.
Porquê? Esta é a pergunta que mais me fazem quando digo que sou vegetariana.
Tenho reflectido sobre esta questão que a mim se afigurou como algo absolutamente natural...não foi de todo programado, planeado ou pensado exaustivamente.
Um dia pensei apenas, porque não? Alterei a minha dispensa, li tudo o que encontrei sobre o tema, recolhi receitas.
Passados 3 meses, o balanço é muito positivo...sinto-me muito bem. Deixei de ter problemas intestinais e digestivos e mantenho niveis de energia elevados (faço desporto diariamente). Sinto-me feliz comigo mesma e com a minha opção.
Por vezes apetece-me comer carne ou peixe? Sim, é verdade! Mas quando surge essa vontade, normalmente instigada por algum odor apetitoso, automaticamente penso na carga energética desse animal, e noutras coisas que não vou referir...
Não imponho a minha opção a ninguém, e cozinho carne e peixe para o C. e para a minha pequena fada sempre que necessário, sem qualquer problema.
Os meus pais ficaram a ganhar pois a comida que sobra do fim de semana vai direitinha para eles, e eu até cozinho muito bem!
Se vou jantar ou almoçar fora a algum sitio sem opções vegetarianas, há sempre as sopas e saladas :)
Se alguém me convida, eu explico que sou vegetariana e levo a minha comida. Prezumo que se me convidam é pelo prazer da minha companhia e não por aquilo que vou comer lol.
Mas esta minha opção de vida já me trouxe alguns pequenos dissabores...vejo-me constantemente confrontada com uma certa curiosidade agressiva de algumas pessoas para as quais ser-se vegetariano parece uma ofensa pessoal...muita Luz, muita Paz e muita paciência ;) Ser vegetariano ou Omnivoro ou Frutivoro ou Crudivoro é como ser outra coisa qualquer. São opções. cada um é livre de escolher a que melhor se lhe adapta.

Nas minhas pesquisas encontrei estas razões para uma pessoa se tornar vegetariana. Valem o que valem e não têm que ser válidas para todos. Mas respondem ás questões que mais vezes surgem quando se fala deste tema, pelo que achei interessante deixá-las aqui.
Também já decidi que com pessoas mais descrentes ou agressivas vou optar por dizer simplesmente que desenvolvi uma intolerância alimentar e que não consigo processar a proteína animal. Assim não há confronto nem desgaste.
Se eu disser a essas pessoas que para mim se tornou insuportável pensar que os animais que morrem para nos alimentar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e com muita dor; que a sua criação, transporte e abate são crueis e desumanos...que os animais sofrem dor e medo como nós, passam as últimas horas das suas vidas trancados num camião, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte... e toda esta carga energética é consumida por nós...Bem, estão a ver a imagem, não é? Já me chamam de maluca sem mais esta acha para a fogueira...

Aos que não me entendem neste aspecto, aconselho a leitura do texto que se encontra aqui , é muito forte...mas leiam por favor... vale a pena.

Seja qual for a opção alimentar ou de estilo de vida, sejam felizes com ela. Isso é o que interessa ;)


A questão da exploração da Terra

- A Organização para Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) estima que cerca de 840 milhões de pessoas – cerca de 4% da população mundial - se encontrem em estado de subnutrição e que uma média diária de cerca de 25 000 pessoas morra de causas relacionadas com a nutrição. Neste contexto, dadas as previsões de um crescimento populacional mundial de 6 biliões para 9 biliões até ao ano 2050, urge questionar o modo como nós, humanos, nos poderemos alimentar no século XXI.
Uma das principais limitações na produção de alimento relaciona-se com a disponibilidade de terra agrícola viável. Saliente-se que presentemente o problema não consiste na escassez de alimentos, uma vez que dispomos de produção alimentar suficiente para satisfazer as necessidades nutricionais de uma população global de 8 a 10 biliões de pessoas, mas na sua difícil acessibilidade. As razões que explicam tal facto prendem-se, não raras vezes, com situações de pobreza ou de guerra. Não obstante, o estilo de vida ocidental, e a sua dieta alimentar em particular, podem, em grande medida, contribuir para privar as populações mais carenciadas de alimentos a nível mundial.
A produção mundial de gado excede anualmente os 21 biliões de animais, sendo essa população animal três vezes e meia superior à população humana.
A criação de gado implica a utilização de mais de 2/3 de terra agrícola e de 1/3 de área total de terra, o que apresenta aparentemente justificável pelo facto de consumindo os alimentos que os humanos não conseguem digerir e processando-os em carne, leite ou ovos, os animais de criação nos fornecerem uma fonte alimentação necessária.
Contudo, na realidade, o gado está a ser constantemente alimentado com grãos e cereais que podem ser directamente consumidos por humanos ou que são cultivados em terra passível de ser usada para o cultivo de outros alimentos.
Se atentarmos aos dados apresentados pela Vegan Society, constatamos que, em 1900, apenas 10% dos cereais cultivados a nível mundial eram destinados a consumo animal; em 1950, eram já cerca de 20%; e em finais da década de 90, os números rondavam os 45%. Actualmente, estima-se que cerca de 60% do cereal norte-americano seja destinado à alimentação de gado.
Acrescente-se o facto de a produção de carne e outros produtos diários constituir um uso notoriamente insuficiente de energia. Todos os animais utilizam a energia que obtém dos alimentos para se movimentarem, manterem a temperatura corporal e desempenharem outras funções diárias. Todavia, só uma percentagem da energia obtida pelos animais de criação através do consumo de alimentos vegetais é depois convertida em carne e produtos diários.
A este respeito, num recente estudo, o Professor Vaclav Smil da Universidade de Manitoba, no Canadá, calculou que os bovinos de criação convertem apenas 2,5% da energia que consumem em alimentos para consumo humano.
Esta eficiência pode ser igualmente mensurável em termos da terra requerida por caloria de alimento obtido. Quando Gerbens-Leenes et al. examinaram o uso da terra para cultivo na Holanda, descobriram que, por oposição aos vegetais, a carne necessitava da maior quantidade de terra por kg.

Com base nestes dados, para responder às necessidades de uma dieta vegana variada seriam necessários cerca de 700 m2 de terra. Substituir 1/3 das calorias desta dieta por leite e ovos iria duplicar a quantidade de terra necessária. Em termos comparativos com uma dieta vegana variada, uma típica dieta omnívora europeia requeriria 5 vezes mais terra.
A maior parte da terra desperdiçada no cultivo de alimento para a criação de gado situa-se nos países ditos em via de desenvolvimento, onde a comida mais escasseia. A Europa, por exemplo, importa 70% da sua proteína para alimentação de gado. Esta situação contribui para o desenvolvimento da má nutrição a nível mundial ao impelir as populações empobrecidas a lucrarem com o cultivo de produtos destinados à alimentação animal, em vez de cultivarem produtos para a sua própria alimentação.
Acrescente-se ainda o facto de a monocultura intensiva conduzir à deterioração dos solos em termos de valor nutricional e, desta forma, permitir que populações economicamente vulneráveis se afastem dos ditos sistemas de agricultura sustentável.
A nível mundial, a criação de gado implica a utilização de cerca de 3,4 biliões de hectares de terra para cultivo, dado que grande parte da criação de gado mundial é ainda efectuada em pastagens. Os defensores da agricultura animal advogam que a maioria da terra para pasto é inadequada para o cultivo de cereais destinados à alimentação do Homem, acrescentando que, ao se converter erva e outras plantas indigestíveis para os humanos, em energia e proteína para o seu consumo, a criação de gado providencia uma mais-valia para os nossos recursos alimentares.
Na realidade, a terra actualmente utilizada para a criação de gado é, quase na sua totalidade, indicada para o cultivo de árvores. Utilizá-la antes para este cultivo permitira não só um uso eficiente da terra e a obtenção produtos vegetais, como traria igualmente muitos benefícios ambientais.
Em suma, enquanto 840 milhões de pessoas não possuem alimentos suficientes, continua-se a desperdiçar 2/3 de terra agrícola para obter apenas uma pequena fracção do seu potencial valor calórico. Parece assim claro que não possuímos terra suficiente para alimentar toda a gente com base numa dieta carnívora.
Parafraseando D. T. Avery, director do Centre for Global Food Issues, “o mundo terá de criar cinco biliões de veganos nas próximas décadas, ou triplicar o output da sua quinta global sem utilizar mais terra.” Assim sendo, perante a evidência do pleno crescimento da população mundial e da redução de terra agrícola viável, urge encontrar formas sustentáveis para a utilização dos nossos recursos naturais.


A questão da Saúde



- Nos últimos anos, extensivos estudos médicos têm provado que os Ocidentais seguem uma dieta com quantidade excessiva de açúcares, proteínas, gorduras saturadas, colesterol, pesticidas e com poucas fibras. Este tipo de dieta está a originar elevados custos médicos.
Se atentarmos na piramide alimentar, a carne e peixe são uma porção minima...
A maioria das pessoas que segue uma alimentação omnívora consome várias vezes mais proteínas do que as que são necessárias. Essa proteína extra não só é um desperdício como causa doenças desnecessárias. O consumo exagerado de produtos animais na dieta ocidental é responsável, em parte ou na totalidade, pelo alto índice de morte causadas pelas seguintes doenças: ataque cardíaco, artrite, cancro da mama, cancro da próstata, cancro do cólon, osteoporose, diabetes, asma, pedra nos rins, impotência e obesidade.

Os vegetarianos são, por regra, mais saudáveis, como comprovam vários estudos (
da American Dietetic Association and Dietitians of Canada ou do PCRM - Phisicians Committee for Responsible Medicine, por exemplo).Com uma alimentação isenta de produtos animais é possível obter todos os nutrientes (talvez à excepção da B12 - como podem ler aqui ) necessários ao bom funcionamento do organismo. A chave de uma alimentação vegetariana está, pois, na variedade e em saber combinar os alimentos.Os vegetarianos escolhem uma dieta menos poluída com toxinas e, também, em venenos como o mercúrio, que polui as águas do mar e dos rios. Nenhum vegetariano precisa de preocupar-se com a loucura das vacas, a febre aftosa, as hormonas das galinhas ou o colesterol da carne de porco ou da pele dos frangos. Os peixes, que até há bem pouco eram considerados uma alternativa mais saudável do que a carne, também não escapam às agressões ambientais. Pior ainda é que estes não têm um sistema de eliminação capaz de expelir as toxinas que ingerem nas águas poluídas em que vivem. Portanto, quem come peixe está inevitavelmente também a ingerir toxinas.Doenças cardíacasUma das maiores vantagens que se pode ter ao diminuir o consumo de produtos de origem animal é a redução do risco de cardíacas. As doenças do coração são uma das principais causas de morte nos países que mantêm um consumo alto de produtos de origem animal. Só os Estados Unidos gastam anualmente cerca de 100 biliões de dólares no tratamento de doenças cardíacas. E a cada 45 segundos, nesse mesmo país, ocorrem mortes devido a ataques cardíacos.É principalmente nas carnes magras que mais se encontra colesterol (que, consequentemente, aumenta o risco de doenças coronárias), embora possa parecer razoável o contrário. Os legumes, os grãos, os vegetais e as frutas são alimentos totalmente isentos de colesterol (este é exclusivamente de origem animal, e não está presente em nenhum produto exclusivamente vegetal).Alguns números sobre a média de risco de morte por ataque cardíaco:- Em homens americanos que consomem carne é de 50%.- Em homens americanos que não comem carnes é de 15%.- Em homens americanos que não consomem carne, ovos ou produtos lácteos é de 4%.CancroO risco de contrair muitas das formas de cancro pode ser reduzido com a diminuição do consumo de produtos que contêm alta quantidade de gorduras animais.Em Inglaterra, onde os vegetarianos já têm desconto no seguro de vida, o Journal of National Medicine (principal órgão técnico-informativo britânico sobre saúde) publicou um estudo que prova que os vegetarianos têm menos 40% de probabilidades de desenvolver cancro ou doenças cardíacas, se comparados aos que comem carne. O grupo de pesquisadores comparou 6115 vegetarianos com 5015 carnívoros, ao longo de 12 anos. O objectivo era constatar se a dieta vegetariana é capaz de reduzir o risco de morte prematura. Depois de incluírem variantes como tabaco, grau de obesidade e classe social, os pesquisadores concluíram que a dieta à base de verduras reduziu efectivamente o risco de cancro e de doenças cardíacas.Por exemplo:- Aumenta-se o risco do cancro da mama em mais 2,8 sempre que se comerem ovos e produtos lácteos uma vez por semana.- Aumenta mais 3,2 vezes o risco de ter cancro da mama sempre que se comer manteiga e queijo 2 a 4 vezes por semana.- Aumenta em 3 a 8 vezes mais o risco de ter cancro da mama a mulher que come carne pelo menos uma vez por semana.- Aumenta mais 3,6 vezes o risco de ter cancro dos ovários a mulher que consome 3 ou mais ovos durante a semana.- Aumenta em 3 vezes mais o risco de cancro na próstata o homem que consome carne, ovos e produtos lácteos.

A questão financeira pessoal e global

- Embora a crença generalizada possa ser do contrário, ser vegetariano pode permitir poupar dinheiro! Existem muitos tipos de vegetais, cereais, frutas, nozes e uma enorme variedade de outros produtos disponíveis no mercado. Bem equilibrados dão facilmente um bom substituto de carne ou peixe a um preço mais baixo.
Por exemplo, meio quilo de soja custa menos de 2 euros e dá para cerca de 8 doses individuais.
Como o próprio nome indica, vegetarianismo = vegetais, a base essencial de uma alimentação vegetariana são os legumes, as frutas e os cereais, ou seja, tipos de alimentos que são encontrados facilmente em supermercados, mercearias ou feiras, e cujos preços nunca representam um grande peso no orçamento familiar. Outro tipo de alimentos que implica soltar um pouco mais os cordões à bolsa é a comida pré-confeccionada, como é o caso dos hambúrgueres, salsichas, lasanhas, etc. No entanto, estes alimentos não são consumidos todos os dias e pode sempre aproveitar-se um dia menos ocupado, como um sábado por exemplo, para fazer uma certa quantidade de hambúrgueres, rissóis de soja, croquetes de lentilhas, etc., e congelá-los para os utilizar posteriormente durante os dias da semana. Apenas não devemos esquecer que os alimentos pré-confeccionados comprados não devem ser consumidos numa base diária, devido ao seu elevado teor de conservantes e açúcares.Também uma embalagem de 500g de soja fica a um preço muito baixo quando comparada com um pedaço de carne com o mesmo peso. Um outro sinónimo de poupança está relacionado com a conservação e preparação dos alimentos. Na cozinha vegetariana, os alimentos são aproveitados quase na sua totalidade (não há espinhas, ossos, gordura), e até mesmo os talos de couves, de brócolos e de outros vegetais podem ser cozinhados. Os alimentos conservam-se igualmente durante mais tempo.
Economicamente, a dieta omnívora tem produzido tragédias. Nas últimas décadas a produção de grãos, só nos EUA, aumentou em quase 100%. Mas calcula-se que actualmente os rebanhos americanos consomem 85% de todo o milho, cevada, aveia e soja produzidos e não exportados.
Uma extensa porção do país é utilizada para produzir carne de vaca--uma terra que poderia ser usada para cultivar alimentos vegetarianos e alimentar muito mais pessoas do que a carne produzida é capaz...
33% dos grãos produzidos no mundo e 70% dos grãos produzidos nos USA são para alimentar os animais criados para o nosso consumo.
Muitas das nações em desenvolvimento plantam e exportam grãos para alimentar o gado das nações Ocidentais, enquanto que a sua população morre de fome.
A maioria das pessoas concorda que desperdiçar comida não é uma atitude correcta, nem económica. Contudo, todo o esforço e energia para produzir cerca de 1 quilograma de proteína de carne desperdiça cerca de 16 quilos de proteínas de grãos. Este desperdício, apenas nos Estados Unidos, seria suficiente para cobrir 90% do extit{déficit} anual de proteína no mundo inteiro.
Ser vegetariano reduz também os custos com a saúde pública.

Sem dúvida, e como já Albert Einstein disse, ”se o mundo inteiro adoptar o vegetarianismo, isso poderá modificar o destino da humanidade”, e poderá haver muito menos pessoas subnutridas ou a morrerem de fome um pouco por todo o mundo.

Alguns números
Se criarmos um boi nos 4 hectares necessários, teremos 39 quilos de proteína após quatro anos (o período que ele precisa para estar apto a ser consumido). Se plantarmos arroz nesta mesma área e no mesmo período de tempo, obteremos 1520 quilos de proteína. Isto sem contar com os demais nutrientes.
Um adulto com 70 quilos consome cerca de 70 gramas de proteína por dia, o que significa que, se criarmos gado, teremos proteína para cerca de um ano e meio. Se, pelo contrário, plantarmos arroz, teremos cereal para alimentar este homem durante cerca de 60 anos. Em poucas palavras, isto significa multiplicar o número de pessoas que poderiam ser alimentadas numa mesma área e no mesmo espaço de tempo.


A questão Ética


-Uma das principais razões que leva a que as pessoas se tornem vegetarianas é o respeito pelos animais. Para muitos, a decisão de se tornarem vegetarianos prende-se com a vontade de eliminar todos os tipos de exploração e experiências sobre animais.A competição para produzir carne, ovos e derivados de leite baratos leva a que os animais para consumo humano sejam tratados como objectos e mercadorias. As condições em que os animais são criados são cada vez piores: espaços minúsculos, condições stressantes, más condições de transporte, as crias são retiradas à mãe, etc.
Peter Singer, filósofo da Princeton University e autor do livro Animal Liberation (Libertação Animal), afirmou que “todos os argumentos para provar a superioridade humana não conseguem desmentir esse facto: no sofrimento, os animais são iguais à nós”.
Apesar de ser quase impossível evitar todos os produtos que estejam de alguma maneira vinculados ao sofrimento dos animais, ao rejeitarem-se os produtos primários pelos quais os animais são mortos e explorados, está-se a retirar o apoio à indústria pecuária e consequentemente a reduzir o sofrimento.
Tendo em conta que um omnívoro consome em média 80 animais por ano e que a população mundial não-vegetariana é de biliões, depreende-se que o número exacto de animais mortos para a alimentação humana será muito elevado. Sabe-se que só nos EUA se consomem anualmente mais de 10 biliões de animais.
Sendo que a esperança média de vida em Portugal é de 75 anos, um omnívoro consome cerca de 6000 animais durante a sua vida. Por conseguinte, um vegetariano, só pelo simples facto de não consumir carne, poupa muitas vidas.
Ao ser-se vegetariano está-se a privilegiar o respeito pelo outro e pelos animais. Ser vegetariano é, sem dúvida, uma forma mais harmoniosa e compassiva de encarar os animais e o mundo. Uma opção mais natural de vida e de estar em sintonia com natureza e consigo próprio.
Há também aqueles que se tornam vegetarianos por opções espirituais ou religiosas. Em certas religiões o vegetarianismo é um elemento básico para que um indivíduo se torne mais apto e mais encorajado a amar Deus e todas as suas criaturas.
Os Hindus e os Jainistas são exemplos de correntes religiosas que defendem o vegetarianismo. Também muitos Adventistas do Sétimo Dia e Budistas são vegetarianos.

“Nada beneficiará tanto a saúde humana e aumentará as chances de sobrevivência da vida na terra quanto a evolução para uma dieta vegetariana. A ordem de vida vegetariana, por seus efeitos físicos, influenciará o temperamento dos homens de uma tal maneira que melhorará em muito o destino da humanidade.”Albert Einstein

“O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de seu leite, a maciez de sua lã, e depositaram confiança nas mãos criminosas que os degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos quais cada um terá de responder.”Buda

“Ser vegetariano é discordar: discordar do curso que as coisas tomaram hoje. Fome, crueldade, desperdício, guerras – precisamos nos posicionar contra estas coisas. O vegetarianismo é minha forma de me posicionar.”Isaac Bashevis Singer

5 comentários:

Astrid Annabelle disse...

Olá Siala Ap Maeve!
Estou lhe aplaudindo em pé!
Lindo post...maravilhosa explicação.
Irei fazer um post indicando este seu aqui...merece ser visto por muitos. Farei a minha parte,OK?
A minha experiência pessoal com a alimentação, à medida que fui realizando as iniciações avançadas, foi de me transformar naturalmente em vegetariana...só que sem rótulo. Apenas me alimento com aquilo que sinto que o meu corpo necessita. E isso eliminou a carne do meu cardápio!
Adorei ler tudo que postou.
Uma bela chamada à consciência das pessoas!
Um beijo
Astrid Annabelle

Alberto Campos disse...

Maninha, bela explicação. Infelizmente não concordo com tudo mas há uma coisa que fica acima de todas as teorias: Quando te convido é e será sempre pela tua Luz e pela tua companhia. Quanto ao resto...deixamos para discussões bem regadas sim, que o tinto vem da Uva e a Uva é um vegetal... Beijos

Siala ap Maeve disse...

Querida Astrid, Obrigada por suas palavras! Já respondi no seu blog. Comigo também foi assim, e aconteceu o mesmo com o tabaco :)
Um beijo meu

Siala ap Maeve disse...

Maninho, não há discussão possivel :) São escolhas que cabe a cada um fazer. Se vieres cá jantar eu faço-te um bife :P mas tu tens que trazer o sumo de uva lol
Beijo meu

Fran disse...

Saudações "Caminhante"!
Faço minhas as suas palavras escritas: "Se eu disser a essas pessoas que para mim se tornou insuportável pensar que os animais que morrem para nos alimentar morrem sozinhos, em pânico e terror, em profunda depressão e com muita dor; que a sua criação, transporte e abate são crueis e desumanos...que os animais sofrem dor e medo como nós, passam as últimas horas das suas vidas trancados num camião, encerrados com centenas de outros animais, igualmente apavorados, e depois são empurrados para um corredor da morte... e toda esta carga energética é consumida por nós...Bem, estão a ver a imagem, não é? Já me chamam de maluca sem mais esta acha para a fogueira..."(...)
Sou vegana há três anos e apesar de serem inúmeros os motivos que levam uma pessoa a dixar de se alimentar de carne, o meu maior motivo foi pelos "irmãos menores".
Já fui e as vezes ainda sou intitulada de "looouca", mas hoje me abstenho mais ao expor minha opção, inclusive perdi seguidores no blog que tinha e acabei-o deletando. Acho que foi pelo fato de um post sobre vegetarianismo...ou por alguma outra coisa, fato é que justamente quem me seguia, que prefiro não citar nomes, mas conheces...deixou de seguir, creio eu pelas imagens que postei.
Ah, no meu blog a imagem era a mesma que usa no seu cabeçalho...(rs) tens extremo bom gosto! hehehe
Enfim, é muito bom saber que existem pessoas como tu por aí!

Beijo na sua alma nobre!
Franciele