“Não podemos banhar-nos duas vezes no mesmo rio porque as águas nunca são as mesmas e nós nunca somos os mesmos”. O existir é um perpétuo mudar, um estar constantemente sendo e não-sendo, um devir perfeito; um constante fluir...

Se gosta seja amigo :) Namasté!

30 de março de 2010

Tarô Osho Zen - 48. A Fonte

Esta carta é para ti, que estás neste momento a ser operado e que eu sei que mesmo sob anestesia geral estás com medo. Eu também tenho medo. Mas sei que esta é uma lição tua e que vais conseguir superá-la. É também parte da minha aprendizagem, e agradeço ao Universo por isso. A Fonte...é lá que está a chave. A chave...recordas-te de ter dito que é o símbolo que me foi atribuido há uns anos atrás?
"Eu Sou."
"Eu Creio."
"Eu Amo."
Tu também tens a chave em ti mesmo...Acorda e usa-a!

It´s amazing how we are blessed...


O Zen lhe pede que deixe de lado a cabeça e volte-se para a fonte primordial... Não é que o Zen não esteja a par dos usos da energia na cabeça; mas, se toda a energia for usada na cabeça, você nunca se dará conta da sua eternidade...Você nunca conhecerá como uma experiência o que é tornar-se uno com o todo. Quando a energia fica restrita ao centro, pulsando, quando ela não está se deslocando para parte alguma, nem para a cabeça e nem para o coração, permanecendo na própria fonte de onde o coração a retira, aonde a cabeça vai buscá-la, pulsando na própria fonte -- esse é o significado exato do Zazen.Zazen quer dizer apenas que, se você permanece na própria fonte, sem deslocar-se para parte alguma, uma força imensa se levanta, uma transformação de energia em luz e amor, em uma vida maior, em compaixão, em criatividade. Ela pode assumir formas variadas. Primeiramente, porém, você tem que aprender como permanecer na fonte. Depois, então, a fonte decidirá onde está o seu potencial. Você pode relaxar na fonte, e ela o levará ao seu próprio potencial.

Osho The Zen Manifesto: Freedom from Oneself Chapter 11Comentário:

Quando falamos de estar "com os pés no chão" ou "centrados", é desta Fonte que estamos falando. Quando damos início a um trabalho criativo, é com esta Fonte que nos sintonizamos. Esta carta nos lembra de que existe um vasto reservatório de energia à nossa disposição. E que não é quando pensamos e planejamos que nos ligamos a ele, mas quando pomos os pés no chão, quando nos centramos, e quando permanecemos suficientemente em silêncio para que o contato com a Fonte possa se estabelecer. Ela está dentro de cada um de nós, como um sol pessoal, individual, proporcionando-nos vida e alimento. Energia pura, ela permanece pulsando, disponível, pronta a nos dar o que for que precisemos para realizar alguma coisa, e pronta também para nos acolher de volta em casa, quando quisermos descansar.Recorra, portanto, à Fonte caso você esteja dando início a alguma coisa nova e precise de inspiração imediatamente, e caso você tenha acabado de finalizar alguma coisa, e queira descansar. Ela está sempre à sua espera, e você nem precisa sair de casa para encontrá-la.

24 de março de 2010

Pacto com a Felicidade

Recebi por email e é exactamente o que faço diariamente...conectarmo-nos com a Vida é fundamental para que a possamos sentir e viver! Sem pressas. Sem expectativas. Fechar os olhos e respirar profundamente. E sorrir...o resto? Experimentem...podem ficar surpreendidos com o resultado.

Eu hoje vou ser Feliz!
Vou lembrar de agradecer ao sol, pelo seu calor e luminosidade,
Sentirei que estou vivendo, respirando.
Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.
Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das ondas do mar. Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores, e a suavidade da brisa da tarde. Vou sorrir mais, sempre que puder.
Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.
Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros,
vou aprimorar os meus.
Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!
Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças,
vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.
Terei sempre em mente que um minuto passado, não volta mais,
Vou viver todos os minutos proveitosamente,
Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos,
Nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais acção.
Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter,
Mas em como posso ser feliz com o que possuo,
E o maior bem que possuo é a própria vida.
Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção,
Vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca,
Apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.
Vou lembrar que existe alguém que me quer bem,
Vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram
Para que saibam que serão sempre uma doce lembrança,
até que venhamos a nos encontrar outra vez.
Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém,
Especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar.
E quando a noite chegar, vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e Agradecer aos Anjos e a Deus, porque

Hoje Eu fui Feliz!

23 de março de 2010

The Power Of Love





Por vezes esquecemos o que mais interessa nesta nossa caminhada...o Amor.
Esta é A Energia.
"Make Love your goal"...make love your path.

22 de março de 2010

ALFA ERI, a new begining


O Equinocio é sempre poderoso...

Eridanis morreu.
Cumpriu a sua missão. Ocupou o seu espaço e tempo.
É altura de mudar. É altura de crescer. É altura de continuar o caminho.

Se eu já não sou a mesma Siala Ap Maeve, não faz sentido manter o mesmo registo de sempre só porque sim, ou porque é assim que normalmente se faz.

Alfa Eri contem apenas os textos mais importantes e marcantes para mim dos últimos 3 anos. São a bagagem que faz parte de mim.

Alfa Eri é a estrela Archenar da Constelação Eridanus, e é a 9ª estrela mais brilhante do nosso céu e tem um conjunto de caracteristicas que a tornam única...

Este é um novo ciclo da minha vida.
Da vida de Siala, que caminha agora pelos seus próprios pés, sem o amparo de Maeve.

Mais forte. Mais segura. Mais confiante.
Passo a passo mais próxima de casa...

Tears of sorrow

14 de dezembro de 2009

Mãe


Mãe, sei que não vais ler isto porque não vens á internet...


E o que vou escrever já to afirmei, com palavras e com acções...

Mas há coisas que têm de ficar registadas, escritas, tecidas e bordadas para além do que a falivel memória humana nos permite...
Tu és a Melhor Mãe do Mundo. És a única que eu escolheria e és a minha melhor amiga, és a minha heroína. Admiro-te por seres quem és, como és e por incondicionalemnte estares ao meu lado SEMPRE.

Hoje sei o que sentes por mim porque sou mãe também. Sei o quão dificil foi tomares decisões, veres-me a caminhar sem poderes caminhar por mim e estares lá sempre para me agarrar quando saltei fora da rede de segurança...muitas vezes :)

E mesmo quando te agredi com as minhas acções insensatas, quando te magoei, quando gritei e explodi...mesmo assim, continuaste a amar-me incondicionalmente, dando-me a liberdade para exercer sempre o meu livre arbitrio.

Admiro-te por dizeres com essa segurança sofrida, entrelaçada em quantos sacrificios, cedências e sonhos que guardaste para outra vida..."não me arrependo de nada, de nenhuma opção que tomei, não me arrependo de vos ter posto sempre em primeiro lugar!"

No momento em que me disseste isso Mãe, eu soube, tu já lá estás, para onde quer que nós estejamos a ir...tu já lá estás. Tens cumprido o teu plano de vida com distinção, tens aceite e integrado as lições de vida (quantas tão mais dificeis que as minhas) com uma fé, força e coragem únicas.

E eu tenho muito, muito orgulho em ser tua filha!

Obrigada :)

3 de novembro de 2009

Actualização Willy

11.01.2010:  O WILLY FOI ADOPTADO E VIVE AGORA FELIZ COM A SUA FAMILIA
Obrigada Ana e Patas Felizes, por o terem ajudado!

Acabei de verificar que o meu apelo especial de dia 8 de Outubro não surtiu qualquer efeito :(
O Willy não foi ainda adoptado, e não entrou qualquer ajuda em seu nome.
Mesmo assim já está castrado, vacinado e continua a aguardar o final feliz que sem dúvida merece.
Por favor continuem a divulgar o seu apelo.

Obrigada!



Caõ jovem (cerca de 1 ano) de porte médio, desparasitado, vacinado e castrado, procura familia humana para partilhar muito amor, fidelidade e brincadeira.
Sou extremamente meigo, gosto de crianças e dou-me muito bem com outros cães.
Contacto: 963337705 ou 917845411

Um sonho muito real



Este é o relato de um sonho muito intenso que tive esta noite. Não foi influenciado por qualquer leitura ou filme ou pensamento consciente...
Fugiam.

Foragidos talvez...os seus passos eram firmes e não vassilavam, nem o coração disparava de medo...limitavam-se a fugir ocultos pela escuridão da noite e pelas capas que lhes escondiam os corpos e os rostos. Eram 4. Mãe, filho e dois homens. Os passos femininos apenas se distingiam dos restantes por serem mais leves e ágeis. O movimento provocava ondulações das capas que revelavam pernas musculadas, corpos magros, mas grandes e fortes, o reluzir aqui e ali das espadas e adagas presas aos cintos e ás perneiras. Moviam-se rapidamente, num muro de silêncio quase impossível...os pés estavam envoltos em botas de pele gastas, que subiam até aos joelhos e prendiam com tiras de couro grossas. Vestiam túnicas de cor clara que não pertenciam ao mesmo tipo de idnumentaria das botas...

Ao longe a perseguição era ruidosa e em comparação, embrutecida. O que teriam feito? Onde se encontravam?

As paredes das casas a que se encostavam, quase fundindo os corpos com as sombras,  eram amareladas e rugosas e havia escadas em quase todas as habitações que levavam a segundos pisos e a patamares que se interligavam. Os detalhes ficaram perdidos no sonho, a passada era veloz e não se compadecia com observações do meio circundante.

As estrelas...recordo-me de olhar para as estrelas em busca de orientação. Eu era a Mãe. Consciente do perigo que enfrentávamos, a morte era apenas mais um patamar e por isso o medo não me inundava as veias com o seu fel...pelo contrário, o acto que cometeramos era mais uma facada no poder instituido contra o qual lutávamos desde que nasceramos, tínhamos sido educados para aquela vida, e para o momento que nos aguardava ávido do nosso sangue. Sangue sim, mas nunca a vontade, nunca a alma. Reconheci a raiva latente, a garra, a força naquela mulher tão diferente de mim. Era alta e forte. Os cabelos castanhos claros - talvez sujos - estavam firmemente presos no alto da cabeça, caindo no que já fora um pentedao elaborado do qual restava apenas um amaranhado de madeixas compridas. A pele era alva como a Lua, ou assim parecia banhada pelos seus raios de prata. Os traços faciais estavam endurecidos pelos anos de luta, não sei dizer se era nova...não era velha, isso sei. Os olhos semicerrados e frios denotavam o autoritarismo e segurança notáveis dos que sabem que outros dependem deles, e que sabem que não podem errar.

O ar carregado de cheiros ocres, de pessoas e animais, de fumos e fogos, de comida, de dejectos, de vida de outrora, quase que me fez acordar, mas estava ligada áquele momento...era eu que corria e deixei de lutar contra aquela força que me puxava mais para dentro daquela situação desconhecida, cada vez mais profundamente como um remoinho incontornável.

Comunicavam por gestos, ora agachando-se, ora avançando, parando e aguardando...detive-me então e olhei nos olhos aquele jovem de caracois louros e olhos esverdeados que seguia os meus movimentos de mão encaixada no punho de uma espada afiada sequiosa para ser desembrainhada e usada na carne macia de quem quer que se atravessasse no nosso caminho e tentasse impedir-nos o passo...era o meu filho. 16 anos? 20 anos? Sei que já era adulto, sei que era um guerreiro, sei que nada do que se passava lhe provocava estranheza. Ele sabia que íamos todos morrer. Eu sabia-o também. Mas animava-nos o facto de sabermos que estávamos a dar trabalho aos que nos perseguiam, que mais uma vez confrontáramos o poder com a nossa revolta, com a nossa insubordinação. Estávamos preparados desde que nasceramos. Não sei quem éramos. Não sei onde estávamos. Sei que o amava e me orgulhava tremendamente dele...mas não tinha qualquer sentimento mais, qualquer tipo de posse, ou de apego...

Subitamente sinto-me transportada mais para a frente no tempo, para um outro momento num futuro imediato. Não sei quanto tempo se passou, horas...talvez dias. As vestes são as mesmas. Tiraram-nos as capas. A pele tem marcas que antes não vira...nos pulsos e tornozelos. Doi mas estou habituada. Doi-me por dentro, como se tivesse sido queimada... Mantenho-me de costas direitas e hirtas...firmemente apoiada em duas pernas ligeiramente afastadas e pés descalços. Os dedos estão tensos e flectidos, como se quisesse fincar garras que não tenho no chão de terra batida....para manter o equilibrio que perigosamente sentia fugir-me.  Os meus olhos vêem mas o coração não sente. O coração dela não sente. Está fechado. Parece uma rocha, duro, árido...não encontro qualquer dor ou emoção nesta mulher.




O jovem meu filho, filho dela,  está deitado num estrado de tortura. Os lábios cerrados estão brancos e a pele vermelha do esforço de calar o grito que certamente deseja dar mas não dá, e do sangue que o suja. O sangue dele. Está deitado de costas sobre pregos grossos, bicos, pontas de flecha, ou qualquer outra coisa extremente cortante e pontiaguda. Há risos á nossa volta. Magoam mais que os chicotes que me flageiam a pele e rasgam as parcas vestes, carne e alma. mas não me vergam a vontade. Sei que vou morrer. Sei o que me espera. A aceitação e resignação dela são férreas como a sua vontade. Quem são estes seres?

Os homens que se riem parecem romanos, mas não posso garantir, as imagens fogem-me agora que estou desperta e estou aqui, a tentar transmitir tudo o que vi, senti, e estou certa, já vivi. Ficou-me essa sensação, mas poderá ser simplesmente uma projecção de um repúdio que sempre senti pelos romanos e o seu império. Ou pode ser uma das razões de tal repúdio que nunca consegui explicar.

Se são romanos, sei que não estamos em Roma, estamos algures no seu Império, mas não em Roma. Sei-o mas não sei porquê ou como o sei.

Os olhos do meu filho apenas reflectem os meus...desafio, troça, força, orgulho. Há um orgulho quase animal ali. Os pregos rasgam e penetram-lhe a carne...mas o pior está para vir e nós sabe-mo-lo. Vejo aterrorizada o que o espera. O que me espera. As minhas mãos grandes e largas, ensanguentadas, fecham-se firmemente sobre a corda áspera que prende no tecto enegrecido pelo fumo dos archotes, a outra parte da estrutura de madeira pejada de pregos...estes são maiores e estão sujos de sangue seco de outros que antes de nós passaram por ali. Não somos os primeiros...gostaria de poder dizer que fomos os últimos, mas não o posso dizer por não saber.

Não sei tão pouco o que fizémos, de onde viémos...quem éramos nós? Porque estaríamos a ser sujeitos a tudo aquilo?

Lembro-me dos chicotes que sem descanso me lambiam o que restava da força, desgastando-me fisicamente...gritavam-me insultos e gozavam como podia eu como mãe estar a fazer aquilo ao meu próprio filho, e riam-se, um riso que ainda me ecoa nos ouvidos...
Lembro-me dos olhos do meu filho, do sorriso que me ofereceu antes do grand finale...no segundo antes de eu cair de joelhos, sem forças, como uma montanha que desaba,  já com as costas em carne viva e onde o branco marfim já se via a despontar na zona das costelas. No segundo antes das minhas mãos perderem a força, e os dedos se abrirem ligeiramente, e a corda escorregar com uma velocidade estonteante, como uma lamina afiada, abrindo-me um sulco profundo nas palmas das mãos...o segundo em que a estrutura antes pendente do tecto se esmagou sobre o corpo dele, violentamente. O som dos ossos quebrados, da carne violentada, dos risos de escárneo, dos aplausos...nada se ouviu perante o grito animalesco que encheu a câmara arredondada, uma dor avassaladora, liberta finalmente no meu sangue, imagens do meu passado de então que me inundaram a mente e vozes, vozes dos meus pais, professores, mestres, companheiros...só me recordo da nausea, do rugido, do salto e força do embate que derrubou um dos homens cujo riso foi abruptamente silenciado num garguejo arrepiante, da espada que brilhou nas minhas mãos dilaceradas...e da escuridão.




Acordei de manhã sem saber onde estava...

E continuo sem saber onde estive.